
” Os trabalhadores não podem voltar ao trabalho com o bolso vazio!”, disse o deputado estadual Pedro Kemp (PT), durante a última sessão do ano na Assembleia Legislativa – Foto: Reprodução
“Há três dias a população de Campo Grande está sem o transporte coletivo. Os trabalhadores não podem voltar ao trabalho com o bolso vazio!”, disse o deputado estadual Pedro Kemp (PT), durante a última sessão do ano na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. A paralisação ocorre devido ao atraso no pagamento de salários, vales e 13º.
“Nosso total apoio ao Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Campo Grande pela greve. Também demonstrar solidariedade aos motoristas, trabalhadores. Eles pararam para receber os salários atrasados. Ouvi entrevista da prefeita Adriane Lopes dizendo que a Prefeitura da Capital está em dia com os pagamentos ao Consórcio Guaicurus. O Governo do Estado tem um acordo com o município, segundo disse a prefeita, de repassar o recurso disponibilizado para os estudantes, o passe gratuito. Há um atraso e o valor seria de quase R$ 5 milhões que o Estado deve. Faço um apelo para que haja um entendimento e uma solução em conjunto urgente porque o ônibus é importante para a população. O pessoal precisa voltar ao trabalho e receber seus salários. Não como o desembargador do Tribunal do Trabalho determinou, sem salários em dia! Ainda foi aplicada uma multa para o sindicato! O governo precisa cumprir a sua parte para por fim a essa greve”.
Em audiência de conciliação realizada na terça-feira (16), na Justiça do Trabalho, entre a prefeitura, o Consórcio Guaicurus e o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande, a Justiça determinou a volta ao trabalho hoje (17). A decisã não foi acatada e os trabalhadores decidiram manter a greve enquanto os motoristas não receberem o pagamento.
Durante a audiência, a Justiça definiu que os ônibus deveriam circular com 70% da frota das 6h às 8h30. Das 8h30 às 17h, o percentual seria de 50%. Já das 17h às 20h, a frota voltaria a operar com 70%, retornando a 50% após esse horário. De acordo com a cobertura da imprensa, em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 200 mil ao sindicato. O valor devido para o pagamento aos motoristas é de R$ 1,3 milhão.

