
O ex-chefe de licitações participou foi condenado por de desvio de remédios em Jardim e virou réu no caso de desvio de R$ 6,3 milhões de Hospital – Foto: Divulgação/Gaeco
Marcus Vinícius Rossentini Andrade Costa, preso na terceira fase da Operação Tromper, teve o pedido de liberdade negado pelo juiz Fernando Moreira Freitas da Silva, da Vara Criminal de Sidrolândia.
Apesar de ter sido exonerado do cargo de chefe do setor de licitações de Sidrolândia em publicação no Diário Oficial do município, o magistrado analisou o que denominou de “conduta concreta” do indiciado e decidiu pela manutenção da prisão.
“Ao contrário do alegado pelo peticionário, a decisão combatida analisou, minuciosa e exaustivamente, as condutas concretas imputadas ao indiciado, consignando, expressamente, que medidas cautelares diversas da prisão – o que incluiria o afastamento do indiciado do cargo – não seriam medidas suficientes, quando presentes os requisitos dos artigos 312 e313 do CPP”.
A defesa entrou com pedido para que o indiciado respondesse ao processo em liberdade com argumento de que foi exonerado do cargo no dia 5 de abril, pela prefeita Vanda Camilo (PP), possuir residência e trabalho lícito. No entanto, o magistrado determinou que o ex-chefe de licitações deve continuar preso.
“Pelo exposto, indefiro o pedido de revogação da prisãopreventiva do investigado Marcus Vinicius Rossentini de Andrade Costa, pelas razões já declinadas na decisão recorrida”, expôs o juiz Fernando Moreira Freitas da Silva.
Condenação e réu
Marcus Vinícius é conhecido por ter participado do esquema de desvio de remédios em Jardim, crime pelo qual chegou a ser condenado, mesmo quando virou réu no caso de desvio de R$ 6,3 milhões do Hospital Regional Rosa Pedrossian, a prefeita de Sidrolândia o manteve no cargo de chefe de licitações.
Operação Tromper
A operação investiga um esquema de corrupção que atuava no executivo municipal de Sidrolândia, no dia 3 de abril, o vereador e genro da prefeita Claudinho Serra, juntamente com Thiago Alves, ex-assessor do parlamentar e Edmilson Rosa, mais conhecido como Rosinha.
Conforme apurado pelo Correio do Estado, Edmilson foi o único a ser liberado no mesmo dia, após pagar uma fiança no valor refente a um salário mínimo. Rosinha, foi conduzido até a delegacia por porte ilegal de arma de fogo.
3ª fase
Sendo essa a terceira etapa da operação batizada como “Tromper”, já na segunda fase as ações policiais envolveram prisões, conforme apurado pelo Correio do Estado, quando foram detidos dois empresários e dois servidores municipais.
Tiago Basso da Silva, ex-chefe do setor de execução e fiscalização de contratos do município, foi um dos servidores presos, sendo outro o comissionado identificado como César Bertoldo, que atua na área de licitação da prefeitura.
Ainda, após primeira ação da Operação Tromper, a prefeita de Sidrolândia, Vanda Camilo (PP) – sogra de Claudinho Serra -, disse acompanhar o desdobramento afirmando um dever em “zelar pela integridade, transparência e legalidade de todas as ações realizadas em sua gestão”.
“Por essa razão, vamos aguardar o deslinde da operação para adotar as providências e prestar os esclarecimentos necessários à população, de forma responsável e imparcial”, disse a prefeita na nota. Fonte: Correio do Estado
