O que se sabe e o que falta saber sobre o naufrágio no rio Paraguai, em Corumbá

Um barco-hotel com 21 pessoas, sendo 9 delas tripulantes, naufragou nessa sexta-feira (15), no rio Paraguai, Pantanal de Mato Grosso do Sul, a cerca de 10 quilômetros do porto da cidade de Corumbá. O acidente aconteceu durante um temporal. Seis pessoas foram encontradas mortas. O que se sabe?

De acordo com a Polícia Civil, 12 homens – entre parentes e amigos – estavam no Pantanal desde o dia 9 de outubro. Eles contrataram a embarcação no Porto Limoeiro e saíram para pescaria em direção ao Paraguai Mirim, região do Castelo, e depois para o Bonfim, onde permaneceram boa parte do tempo.

Quando se aproximavam da cidade de Corumbá e no momento que faziam um churrasco, os ventos ficaram fortes e a embarcação virou. Outros 17 municípios de Mato Grosso do Sul também foram atingidos por temporal.

Embarcação com 21 pessoas virou durante temporal na tarde dessa sexta-feira (15), a 10 quilômetros do porto de Corumbá. – Foto: Caio Tumelero/TV Morena

Entre os ocupantes, 14 conseguiram se salvar e foram resgatadas por um navio do Exército que passava por lá. Sete ficaram desaparecidos, sendo que seis já foram encontradas mortas. O Corpo de Bombeiros e a Marinha do Brasil procuram por esta sétima pessoa.

A maioria das vítimas é de Rio de Verde de Goiás (GO). Entre as 10 pessoas da cidade que participavam do passeio, cinco morreram. Outra é de São José do Rio Preto (SP), de onde é também a vítima desaparecida.

Um dos sobreviventes é Geovanne Furtado Souza, médico-urologista em São José do Rio Preto (SP). O pai, o tio e o sobrinho dele, morreram.

A Polícia Civil registrou o caso como morte a esclarecer. As seis pessoas encontradas mortas foram identificadas como:

  • Geraldo Alves de Souza, de 78 anos;
  • Olímpio Alves de Souza, de 71 anos;
  • Fernando Gomes de Oliveira, 49 anos;
  • Thiago Souza Gomes, 18 anos;
  • Vitor Celestino Francelino, 64 e
  • Fernando Rodrigues Leão, de 44 anos.

O que falta saber?

  • As vítimas usavam colete salva-vidas quando a embarcação virou?
  • O barco estava em situação regular perante às repartições públicas competentes?
  • A quantidade de pessoas no barco estava em acordo com o que o veículo suporta?
  • Havia botes salva-vidas? Se sim, era suficiente para todas as pessoas?
  • O barco estava em condições legais de navegabilidade?
  • O piloto da embarcação era credenciado para tal função?
  • Por que o barco não aguentou a ventania? Os ventos eram muito fortes ou a embarcação estava em local proibido? Com informações do G1

 

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