Em 2020, o Pantanal apresenta os piores dados de focos de incêndios das últimas 2 décadas, segundo o monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que já resultaram em mais de 1 milhão de hectares de área queimada. Os incêndios têm impactos na biodiversidade e colocam em risco a saúde das famílias locais. Brigadas que possam atuar de forma permanente são uma das medidas urgentes para o enfrentamento deste cenário.

Curso para formação de brigadas comunitárias permanentes – Foto: Elias Campos
Os cursos para a formação de mais 28 brigadistas fazem parte de ação do Observatório Pantanal (OP), formado por 33 organizações da sociedade civil, para o combate e a prevenção dos incêndios. Os cursos são promovidos através de convênio entre a Ecoa e o Prevfogo/Ibama e acontecem no Assentamento 72, em Ladário/MS, Aldeia Brejão, Nioaque/MS, APAIM (Associação de Pescadores Artesanais de Iscas de Miranda), Miranda/MS e na região da Serra do Amolar, na comunidade da Barra do São Lourenço. As formações ocorrem entre a última semana de agosto e a primeira semana de setembro.
Através do trabalho de educação e formação, o objetivo é que se tenha brigadas a todo o tempo nestas localidades afetadas pelos incêndios, que contribuam diretamente também para a conservação de seus territórios.
Os equipamentos das brigadas foram doados pelo Observatório Pantanal e WWF-Brasil e o curso viabilizado pela Ecoa, através do Projeto transfronteiriço ECCOS, que tem apoio da União Europeia.
O curso foi promovido seguindo protocolos de segurança diante da pandemia da Covid-19. Todos os participantes fizeram uso de máscaras e mantiveram, durante as aulas teóricas, o distanciamento recomendado. Com informações do Ecoa
