Uma das resoluções de ano novo mais comuns é a de se livrar das dívidas e virar o jogo: ter uma grana sobrando na próxima virada de ano. O economista Gino Terentim Júnior, que é especialista no assunto e é professor no Ibmec Brasília.
Como o tema é importante, nós preparamos três reportagens. Nesta primeira, vamos mostrar o que fazer para se livrar das dívidas.
Finanças pessoais 1:
O economista orienta que, em primeiro lugar, você reconheça que tem dívidas e faça uma lista.
A Confederação Nacional do Comércio (CNC) faz, todos os meses, um levantamento sobre o endividamento das famílias. Os números mostram que, ao longo de todo o ano de 2019, a cada 10 famílias, pelo menos seis tinham dívidas como cartão de crédito, cheque especial, cheque pré-datado, crédito consignado, crédito pessoal, carnê de loja, prestação de carro e prestação da casa.
É normal sentir algum constrangimento ao lidar com as dívidas, mas é importante encarar esse tipo de dificuldade com coragem. A dica de Gino Terentim Júnior é que você converse com a sua família.
E o que fazer depois de localizar quais os problemas na sua vida financeira?
Finanças pessoais 2:
Por onde começar a organização e ter saúde financeira
Na primeira, falamos sobre a importância de reconhecer a situação de endividamento e pedir apoio à família. A partir daí, é preciso tentar evitar novas dívidas.
O economista Gino Terentim Júnior costuma dividir as dívidas em três tipos: as verdes são aquelas que a gente consegue pagar com a nossa renda mensal; as dívidas amarelas são aquelas que a gente contraiu com juros baixos, como um empréstimo consignado; e as vermelhas são as que têm juros muito altos, como cheque especial e cartão de crédito.
Apesar disso, sabe aquela história de cancelar todos os cartões? Pode não ser uma boa. Mesmo porque hoje a gente usa cartão para comprar passagem de ônibus e avião, para usar aplicativos de transporte e de comida.
Gino Terentim Júnior aponta um meio termo: reduzir os limites do cartão de crédito e do cheque especial.
O professor do IBMEC Brasília também sugere que ninguém seja radical ao cortar gastos, para não acabar se enrolando ainda mais.
Com as contas equilibradas, o bolso coça para voltar a gastar dinheiro. Mas é fundamental não esquecer os erros do passado, para evitar se endividar de novo.
Finanças pessoais 3:
O que fazer com a vida financeira depois de entrar no azul
Ao longo do ano passado, em cada 10 famílias brasileiras, pelo menos seis tinham algum tipo de dívida, como cartão de crédito, cheque especial e prestações da casa ou do carro. Os números são da Confederação Nacional do Comércio (CNC).
Se você fez parte dessa estatística no ano velho, provavelmente quer sair dessa situação o quanto antes. E foi para nos ajudar a encontrar o caminho da saúde financeira que pedimos ao economista Gino Terentim Júnior algumas dicas. Já falamos sobre como identificar as dívidas e se livrar delas.
Mas e depois? O que fazer?
O economista destacou que é fundamental olhar para trás e saber onde errou quando ficou endividado e, dessa forma, evitar voltar a ficar no vermelho.
Após entender como não cair nas armadilhas, principalmente aquelas do crédito fácil, a dica é estabelecer metas e objetivos. Aliás, você sabe a diferença entre eles? Gino Terentim Júnior explica.
Nem sempre a renda das pessoas permite juntar dinheiro, mas é muito importante que a gente consiga se livrar das dívidas para ter uma vida mais tranquila. Para ouvir esta e as outras duas reportagens sobre como ajustar as contas, acesse a Radioagência Nacional. O endereço é radioagencianacional.ebc.com.br
O economista e professor do Ibmec-Brasília Gino Terentim Júnior espera ter te ajudado a planejar uma forma de terminar 2020 com uma situação financeira melhor do que começou.
