Início » Miranda alforriou escravos três anos antes de princesa Izabel

Miranda alforriou escravos três anos antes de princesa Izabel

por Redacao
0 comentários

Terra do ex-presidente Jânio quadros, Miranda comemora 241 anos

Conhecida como portal do Pantanal, o município de Miranda, distante 202 quilômetros de Campo Grande, guarda muita história boa nestes 241 anos, celebrado nesta terça-feira. Mesmo distante dos grandes centros, a cidade deu ao País, um ex-presidente, Jânio Quadros, o ex-governador Pedro Pedrossian, e o ex-senador, Antônio Mendes Canale.

Uma das cidades mais antigas de Mato Grosso do Sul, a região marcou outra importante página da história brasileira ao alforriar negros escravizados em 1885, três anos antes da declaração da Princesa Izabel pela Abolição da Escravatura. A medida foi instituída pelo Clube Emancipador de Miranda, com o apoio da Câmara Municipal.

Usina de Açúcar Santo Antônio – Fundada no dia 21 de julho de 1929, a usina foi construída em área de 4,8 mil metros quadrados, fazendo de Miranda um grande polo açucareiro. Ela foi erguida pelo imigrante italiano Pedro Paletto, sob as ordens dos sócios Antônio Ferreira Cândido, José Theófilo de Araújo, Egino Guedes e Francisco e Angelo Rebuá. 

Os longos anos de existência também são responsáveis pelos principais atrativos turísticos da cidade. É famosa  pelo trem da antiga Estrada de Ferro da Novoeste e Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (ou N.O.B.). Na região urbana, há edificações históricas como a Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo (com inspiração no Ecletismo – Neobarroco de 1931), a Casa Paroquial e o prédio atual da prefeitura ‘(antiga residência dos padres) todas construídas em 1931 pelos Redentoristas. O prédio da antiga Prefeitura; A antiga usina açucareira: Usina Santo Antônio; e outras edificações centenárias na bi-centenária rua: Nossa Senhora do Carmo ( Rua do Carmo).

Marcada por conflitos fundiários, a cidade conta com as comunidades indígenas Lalima, que possui 2.300 índios originados das etnias: Kinikinaus, Bororós, Kadiwéus e Terenas, e Cachoeirinha, onde vivem cerca de 12 mil indígenas de 17 etnias diferentes. Pelo considerável número de populações indígenas, a cidade também abriga a Casa da Cultura Terena.

Você Pode Gostar