A partir de maio deste ano, passa a ser obrigatória uma nova regulamentação referente ao setor de leite. As instruções normativas 76 e 77, publicadas pelo Mapa – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, trazem regras sobre produção, transporte, acondicionamento e armazenamento. As propriedades rurais atendidas pela ATeG – Assistência Técnica e Gerencial, do Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, recebem orientação de manejo e conhecimentos relacionados com as mudanças.

passa a ser obrigatória uma nova regulamentação referente ao setor de leite
“Com o Mais Leite, programa que atende mil propriedades rurais no estado, o criador tem acesso a capacitações que proporcionam adequação à normativa.
Nova lei é fundamental porque direciona a melhoria dos processos da qualidade da matéria-prima”, afirma o coordenador técnico do Senar/MS, Francisco Paredes.
Para Paredes o programa supre a necessidade dos estabelecimentos na qualificação junto aos laticínios. “O plano de ação visa não só o aumento de produção, mas também buscando a sustentabilidade do empreendimento”.
A regulamentação foi publicada pelo Mapa – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no final do ano passado. A partir do dia 30 de maio de 2019, produtores e empresas que beneficiam o leite terão que obedecer as novas legislações. Para conhecer, na íntegra, o conteúdo das instruções normativas, clique aqui.
Preços do Leite – Dados do último boletim informativo do Sistema Famasul apontam para uma recuperação no mercado. De acordo com a Unidade Técnica, em Mato Grosso do Sul, o preço médio do leite em 2018 ficou em R$ 1,0428/litro, com alta de 9% em relação ao valor de 2017, de R$ 0,9564. “A estimativa para 2019 é de valorização em 2,3%, previsão mais associada ao desempenho da demanda, uma vez que o volume produzido no estado não deve crescer”, afirma o diretor da Famasul, Frederico Stella
Justamente no período do início da obrigatoriedade da normativa, é que o setor espera um avanço nas cotações. “Os preços do leite registram uma maior valorização, tradicionalmente, entre maio e agosto, período mais seco do ano que compromete a qualidade das pastagens e consequentemente reduz a produtividade do rebanho”, reforça Stella.
