Os desafios na safra 2018/19 de soja e a expectativa para o plantio do milho 2ª safra foram destaques do evento organizado pela Aprosoja/MS – Associação dos Produtores de Soja de MS, aconteceu na Fazenda Luana, do agricultor, Bruno Maggioni, localizada em Campo Grande.

Para a 2ª safra, se a condição climática for favorável, a perspectiva é positiva com relação à demanda do mercado externo – Foto: Arquivo
O presidente da Aprosoja/MS, Juliano Schmaedecke, apresentou os dados referentes à colheita e plantio. “As regiões Sul e Centro enfrentaram, em média, de 10 a 25 dias sem chuvas, mas há registros de propriedades sem precipitações por 45 dias. Neste ciclo passamos a ter 5,18% a mais de área para o cultivo de soja, expansão que aconteceu sobre áreas antes dedicadas à pastagem e produção de cana”, ressalta.
O secretário da Semagro, Jaime Verruck, destacou a questão logística no evento: “Nosso foco é melhorar a situação local e, para isso, temos trabalhado intensivamente para colocar, em prática, projetos relacionados às ferrovias, hidrovias e rodovias do Estado. Temos consciência da contribuição do agronegócio para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e do País”, conclui.
Projeção
A Aprosoja/MS, previu durante a fase de plantio uma produção de 10 milhões de toneladas, porém com as intempéries climáticas em diversos municípios, principalmente aqueles da região Sul do estado, a estimativa foi reduzida para 8,947 milhões da oleaginosa, volume 6,6% menor que a última safra.
Para o milho a projeção é de 1,9 milhão de hectares destinados ao cultivo do cereal, sendo que deste total, 8,4% já encontram-se semeados. A temporada deve alcançar 9 milhões de toneladas, 14,85% a mais que no ciclo anterior.
Comercialização
Aproximadamente 40% da safra foi negociada antecipadamente. Em janeiro de 2018, o preço registrado para a saca de soja era de R$ 62,94, para o mesmo período deste ano, o valor é de R$ 66,06, acréscimo de quase 5%. Com informações da assessoria
