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Seguro popular de veículo reduz proteção para atrair cliente de baixa renda

por Redacao
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Seguradora com baixo custo e proteção baixa também. Esse é um dos novos propósitos dos seguros para a atração de donos de frota de 72% de automóveis, ainda sem segura no país.

Apresentando um valor até 6x mais baixo e coberturas compactas, a oferta do “seguro popular”, denominado assim pelos investidores, quer atingir aqueles consumidores que estão conscientes dos riscos e, ainda sim, desejam pagar um valor menos salgado pelos serviços.

A Caixa Seguros disponibilizou no mês de novembro, um tipo de seguro simplificado a automóveis no valor de R$ 220 por ano

Algumas pessoas, entrevistadas sobre o assunto, mencionaram o desembolso de um valor mais tranquilo como R$50 mensais – gerando um total de R$ 600 anual – por seguros que façam somente a cobertura de roubo e furto do veículo, fazendo a dispensa de outros serviços.

Essa é uma das alternativas para aqueles que não costumam ter problemas com o carro – ainda que isso seja uma situação imprevisível para todos.

Uma seguradora que disponibilize coberturas de forma tradicional – como as de incêndio, roubo, furto, colisão, danos a terceiros – podem ter variação entre os valores de R$ 1mil e R$ 10mil anualmente, dependendo do proprietário – a faixa etária e gênero, local do automóvel e modelo do veículo

Seguros de roubo e furto

Para aqueles que procuram seguros dessa categoria, são proprietários de rendas menores, quando não há muitos recursos para dispor de proteções mais amplas. Grande parte desses donos de automóveis disponibilizam o primeiro automóvel, geralmente financiado, e, ainda, pessoas jovens que tiraram a carteira há pouco tempo. Estes, são classificados como perfis de alto riscos pelos seguros e tornando os planos mais encarecidos.

A classe média atual

A Caixa Seguros disponibilizou no mês de novembro, um tipo de seguro simplificado a automóveis no valor de R$ 220 por ano, com a alternativa de parcelamento em até 10x. Este produto faz a inclusão da assistência 24h, acidentes pessoais para aqueles que estiverem ocupando o carro e danos corporais a terceiros. Entretanto, não faz a cobertura de danos ao automóvel, como os incêndios ou colisões, nem roubo ou furto.

De acordo com Sergio Rafaldini, diretor do site comparador de seguros MeuseguroAuto, o intuito é fazer o alcance de donos de automóveis que façam o contrato de seu primeiro seguro.

“O país tem, atualmente, 15 milhões de automóveis com seguro, o que corresponde a 28% da frota que circula pelo Brasil. Com a vigente incidência de furtos e roubos de veículos e motos, aproximadamente 450 mil veículos anualmente, este potencial é muito elevado para a redução da frota que está sem proteção”, afirma Sérgio.

Porém, o seguro popular de automóveis, em sua veracidade, ainda não existe no mercado pela ausência de regulamento ou normas jurídicas.

O que está disponível, atualmente, pelas seguradoras, é somente uma seguradora com custos mais baratos que oferecem coberturas menores. Isso significa que os riscos continuam, mas de forma reduzida.

A redução de cobertura e o seguro popular

O projeto de fazer a criação de seguro popular, permite que se substitua peças por usadas, barateando o seguro. Ao passo que um capô e um paralama de veículo popular custem R$ 900, as peças, em questão, recicladas teriam um custo de R$ 350, conforme a Fenseg.

Repor peças usadas terá destinação a veículos mais de 60 meses de utilização, disponibilizando uma redução do valor de apólice num total de 30%.

Ainda, este modelo de seguradora precisa ser regulamentado ou de leis que façam a permissão do uso de peças, atualmente, proibidas.

O seguro que é compreendido como popular deve possuir o mesmo tipo de cobertura do tradicional, e ser barateado não por sua funcionalidade de coberturas baixas, porém, de custo com redução de peças por seu caráter de reposição.

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