O depoimento do empresário Joesley Batista, dono da empresa J&F, em duas CPIs deve movimentar a agenda do Congresso esta semana. Joesley foi convocado para depor nesta terça-feira às 9 da manhã na CPI do BNDES e na CPMI da JBS, que é a Comissão mista de senadores e deputados.
Em ofício, os advogados de Joesley Batista afirmaram que ele deve permanecer calado durante a reunião. O empresário está preso desde setembro por determinação do Supremo Tribunal Federal. Joesley e o irmão Wesley, também preso, teria mentido e omitido informações no acordo de delação premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República, que está suspenso.
Outro tema que deve render na Câmara é o novo texto da reforma da previdência, apresentado na última semana pelo governo – que quer a votação ainda este ano. De acordo com o presidente da Casa, Rodrigo Maia, a versão apresentada é um pouco mais simples do que a aprovada em maio em uma comissão especial.
A nova versão reduz o tempo de contribuição na iniciativa privada, mas mantém as regras de transição e as idades mínimas de aposentadoria no futuro. O texto exclui os artigos relativos ao trabalhador rural e à concessão do benefício assistencial aos idosos e às pessoas com deficiência. Para o serviço público, não há mudanças em relação ao parecer já aprovado.
Também está marcada para esta terça-feira a análise do Conselho de Étiica de processos por quebra de decoro contra o deputado Wladimir Costa, do Solidariedade.
O processo é referente à representação apresentada pelo PSB, que acusa o deputado de ter assediado e ofendido a jornalista Basília Rodrigues, da Rádio CBN, no dia da votação da denúncia contra o presidente Michel Temer. Já no senado, a MP que cria a Agência Nacional de Mineração vai a votação no plenário.

