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Implantação da ferrovia Dourados-Paranaguá vai aumentar competitividade dos produtos de MS

por Redacao
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Aconteceu nesta terça-feira (28/11), no Hotel Sheraton WTC, Brooklin Novo, em São Paulo (SP), a apresentação do projeto de implantação de um tronco ferroviário ligando Dourados (MS) ao porto de Paranaguá (PR) pelos governadores Beto Richa (PR), Geraldo Alckmin (SP) e Reinaldo Azambuja (MS), e o presidente da Fiems, Sérgio Longen. “Com certeza, o maior ganho dessa ferrovia será a competitividade dos nossos produtos. Temos um levantamento feito superficialmente que pode dar uma média de R$ 5,00 a mais de ganho ao produtor pela saca de soja, se embarcando na exportação via ferrovia de Dourados. Então é um ganho significativo para o Estado e mais competitividade para os nossos produtos”, analisou Sérgio Longen, acrescentando que o diretor-presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin, apresentou o projeto para a iniciativa privada, buscando parceiros.

Vai ligar a região de Dourados (MS) ao Porto de Paranaguá, no litoral paranaense

Para o governador Reinaldo Azambuja, o projeto de implantação de um tronco ferroviário ligando Dourados ao porto de Paranaguá é uma conquista para todo o setor produtivo de Mato Grosso do Sul. “É com grande motivação que participamos do lançamento desse projeto ferroviário que vai, sem dúvida, expandir a fronteira do agronegócio no Centro-Oeste brasileiro e contribuir com a afirmação da economia brasileira. Não temos dúvida que a Ferroeste nos permitirá preparar Mato Grosso do Sul e o Paraná como uma das principais fronteiras do agronegócio”, disse.

Ainda segundo o governador, para Mato Grosso do Sul, que está no eixo da rota de integração latino-americana, abre-se a perspectiva de implantação, em menor tempo, do corredor ferroviário bioceânico, interligando os portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP) aos terminais chilenos de Antofagasta, Mejillones, Iquique e Arica, e Ilo, no Peru. “Os investimentos na Ferroeste não significarão apenas um suporte fantástico à expansão das fronteiras de produção de alimentos, com o fortalecimento da economia, mas também, progresso social, melhor qualidade de vida urbana, ampliando as oportunidades com geração de emprego e renda”, afirmou.

“Fazendo esse modal a gente integra uma região extremamente produtiva. Juntos, Mato Grosso do Sul e Paraná são responsáveis por cerca de 30% de toda a produção de grãos do País. A previsão é termos a redução do custo de transporte em cerca de 30%, ligando essas duas importantes regiões produtoras do País”, destacou o governador do Paraná, Beto Richa, sobre a malha ferroviária, apontada como a mais econômica. “A nova estrada de ferro é uma iniciativa para expansão e modernização da infraestrutura ferroviária do Paraná e estratégica para o desenvolvimento do Estado. Realizamos grandes investimentos no Porto de Paranaguá, que está preparado para expandir ainda mais as suas atividades”, finalizou.

Novo trecho

O novo trecho ferroviário, de cerca de 1.000 quilômetros, vai ligar a região de Dourados (MS) ao Porto de Paranaguá, no litoral paranaense, com valor estimado para a construção da ferrovia de R$ 10 bilhões. Para a execução do projeto do novo ramal, o Governo do Paraná lançou um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). Trata-se de um edital público de chamamento, elaborado pela Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral destinado a empresas interessadas na elaboração de estudos técnico-operacionais, econômico-financeiros e ambientais para a construção e exploração de serviços ferroviários.

O trecho 1 da nova ferrovia ligará Guarapuava (PR) ao Porto de Paranaguá e terá 400 quilômetros de extensão, enquanto o trecho 2, que já é uma concessão da Ferroeste, será a extensão da linha de Guarapuava até Dourados (MS), passando por Guaíra (PR), com a construção de mais 350 quilômetros de trilhos. No trecho de Mato Grosso do Sul, a Ferroeste será interligada ao ramal da ferrovia Rumo, que liga Itahum (Dourados) a Maracaju, Sidrolândia, Campo Grande e aos extremos leste (Três Lagoas) e oeste (Corumbá).

O projeto prevê ainda a revitalização do traçado de 250 quilômetros já existente e operado pela Ferroeste entre Guarapuava e Cascavel, sendo que esse trecho também será subconcessionado. O traçado da nova ferrovia não poderá utilizar a malha operada pela Rumo, nem mesmo a sua Faixa de Domínio, proporcionando um impacto direto na melhoria dos serviços logísticos.

Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apontam a capacidade ociosa e ocupada por trecho em cada ferrovia do País. No caso do Paraná, os dois maiores gargalos logísticos ferroviários estão entre Curitiba e Paranaguá e Guarapuava e Ponta Grossa. O Porto de Paranaguá, o segundo maior do Brasil, movimentou em 2017 quase 50 milhões de toneladas, entre importação e exportação.

Deste total, 80% das cargas foram transportadas pelo modal rodoviário. O trem responde por 20% do volume – cerca de 9 milhões de toneladas. Até 2030, o total de cargas que passará pelo porto vai atingir 80 milhões de toneladas, segundo projeção do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do terminal paranaense, elaborado em 2012. Sem novos investimentos, o volume de transporte ferroviário deve continuar no mesmo patamar de hoje, reduzindo para 11% a participação do modal na produção total do Porto.

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