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Lei garante que pelo menos 80% dos empregos gerados no polo industrial seja para mirandenses

por Redacao
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A lei que regulamenta o funcionamento do polo industrial de Miranda, proposta à Câmara Municipal pela Prefeitura, garante que pelo menos 80% dos trabalhadores empregados nas empresas que vierem a se instalar no polo seja mirandense. Segundo a prefeita Juliana Almeida (PR) este foi o dispositivo encontrado para garantir que o polo industrial cumpra uma de suas funções primordiais: gerar emprego e renda para famílias residentes em Miranda.

O Polo Industrial de Miranda fica localizado no quilômetro 3 da MS 448

O Polo Industrial de Miranda fica localizado no quilômetro 3 da MS 448. Foto: Divulgação

“Não queremos que os postos de trabalhos gerados sejam ocupados por pessoas que venham de fora, por isso inserimos na nossa legislação a exigência de que a empresa que for contemplada com uma área no polo industrial deve preencher seu quadro de funcionários como mínimo de 80% de pessoas que residam em Miranda, comprovadamente”, explicou Juliana.

Algumas empresas já manifestaram interesse em iniciar atividades em Miranda, aproveitando a possibilidade de instalarem suas operações na área do polo industrial, que fica no quilômetro 3 da MS 448. O processo de instalação mais adiantado é da Frigoli Alimentos, que pretende implantar um frigorífico, com investimentos que chegam a R$ 9 milhões, gerando, segundo a própria empresa, cerca de 120 empregos diretos, prevendo o abate diário de 350 cabeças de gado.

“Neste quadro, conforme a lei de regulamentação do polo, ao menos 96 dos empregos deverão ser garantidos obrigatoriamente para famílias mirandenses. Isto não impede, no entanto que, se possível, a empresa contrate 100% de seus funcionários daqui”, diz o secretário Municipal de Planejamento, Anderson Benites. “Mas para que as empresas contratem todos empregados em Miranda, seja o frigorífico, sejam outros empreendimentos que venham a se instalar na cidade, temos que possibilitar que a nossa mão-de-obra local esteja capacitada”, completou.

Para a capacitação de mão-de-obra relacionada à atividade frigorífica, entre outros, a prefeita Juliana Almeida esta encaminhando demanda junto ao Governo do Estado e às instituições integrantes do sistema “S”, como Senar, Senai e Sebrae. “Estamos deixando as bases para a execução de ações de desenvolvimento econômico, de um modo planejado e organizado, com todo o aparato legal necessário, de uma forma que Miranda jamais teve. Temos a certeza de que este trabalho renderá frutos para melhoria da geração de emprego e renda para a cidade”, finalizou Juliana.

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