O ex-secretário de Obras do Estado, Edson Giroto e o cunhado dele, Flávio Henrique Garcia Scrocchio foram presos na manhã desta quinta-feira (7) durante a terceira fase da operação Lama Asfáltica da Polícia Federal denominada Aviões de Lama. O empresário João Amorim também teve mandado de prisão preventiva decretada, mas estava viajando e ainda não se apresentou à Polícia.

Edson Giroto eo cunhado foram presos na manhã desta quinta-feira (7)
Durante entrevista coletiva na sede da PF, em Campo Grande, o delegado Regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Cléo Mazzoti, detalhou o esquema de compra e venda de aviões para “pulverizar” o dinheiro fruto de esquema de desvio de verba pública em que figura o nome dos presos.
Segundo ele, um avião de R$ 2 milhões foi vendido para uma terceira pessoa que pagou com outra aeronave de menor valor, R$ 350 mil, e a primeira parcela de R$ 550 mil, pagos com uma entrada de R$ 250 mil e outros três cheques no valor de R$ 100 mil cada. Outras três parcelas ficaram pendentes de pagamento.
A aeronave de maior valor teria sido vendida meses antes de ser deflagrada a segunda fase da operação, no mês de maio deste ano. Ela está em um aeroporto de Mato Grosso e pode ser apreendida a qualquer momento. Já o avião de menor valor foi apreendido pela PF no aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. Conforme o delegado, a aeronave era utilizada por Flávio Scrocchio, que é cunhado do ex-secretário e estava em nome da empresa ASE, de João Amorim.
O delegado explica que a prática de pulverizar o dinheiro ilícito pagando outras contas, serve para dificultar o rastreamento da verba que havia sido adquirida através do desvio de verbas públicas em Mato Grosso do Sul.
Segundo a delegada adjunta da Receita Federal em Campo Grande, Adalgisa Fujita, a previsão de crédito dos acusados junto ao fisco já é de R$ 20 milhões. “Esse valor corresponde ao que deixou de ser recolhido pelo governo”, explicou.
Por enquanto, Edson Giroto e Flávio Scrocchio devem permanecer na carceragem da Polícia Federal, mas em breve serão transferidos para alguma unidade prisional do Estado. Giroto foi preso em sua casa, no residencial Damha e Flávio, se apresentou acompanhado do advogado. A PF já entrou em contato com o sistema carcerário estadual para providenciar vaga aos investigados.
Sobre João Amorim, a informação é de que ele entrou em contato com a polícia e prometeu se apresentar, mas não há informações de qual tenha sido o prazo para que ele se entregue.
Essa fase da operação foi possível após a análise de documentos apreendidos durante a segunda fase. Também participam da operação a CGU (Controladoria Geral da União) e a Receita Federal. Com oestado
