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Pré-candidatos a prefeito no município de Miranda terão que conquistar mais de 4 mil votos indígenas

por Redacao
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Segundo dados  divulgados pelo site do Tribunal Regional Eleitoral, TRE de Mato Grosso do Sul, a cidade de Miranda conta atualmente com 19.573 eleitores.

Os votos da comunidade indígena serão, mais uma vez decisivo

Os votos da comunidade indígena serão, mais uma vez decisivo

A zona urbana com 13.609 (treze mil seiscentos e nove) eleitores,zona rural distribuídos das seguinte forma; Escola Paxixi com 202 (duzentos e dois) eleitores, Assentamento Tupã Baê com 138 (cento e trinta e oito)eleitores , Imbirussu,181 (cento e oitenta e um), Salobra 277 (duzentos e setenta e sete), Duque Estrada 265 (duzentos e sescenta e cinco) eleitores.

Nas comunidades indígenas se concentra um grande, significativo e decisivo número de eleitores; Cachoeirinha contabiliza 1.504 (mil quinhentos e quatro ) eleitores, Lalima 950 (novecentos e cinquenta), Passarinho 851 (oitocento e cinquenta e um), Moreira 776 (setecentos e setenta e seis), Argola 468 (quatrocentos e sessenta e oito), Babaçu 352 (trezentos e cinquenta e dois), totalizando 4.901 (quatro mil novecentos e um )eleitores da etnia terena.

Os números demonstram que os votos da comunidade indígena serão, mais uma vez decisivo para o sucesso de uma candidatura ao cargo majoritário.

Três partidos já indicaram a intenção de lançar candidatura própria para o executivo municipal, PR, PSDB e PMDB. Além, dessas agremiações partidárias outras como PV, PEN, PTB, PDT dentre outros também já “ensaiaram” candidatura própria. No entanto, tudo será decido durante as convenções marcadas para o período de 5 a 20 de Julho.

Historicamente a “disputa” pela conquista dos votos dos eleitores indígenas sempre foi acirrada entre os candidatos. Considerado um “voto frágil” por algumas lideranças políticas, o posicionamento e entendimento das principais lideranças indígenas é outro.

Professores, caciques e líderes nas comunidades, entendem que não podem mais ser coadjuvantes no processo administrativo da cidade. “Temos que ter representatividade, na Câmara Municipal, na composição das secretarias do poder executivo. Se a comunidade indígena fosse mais unida, teríamos um cenário diferente. Estamos trabalhando para mudar esse cenário”, explicou um professor indígena da aldeia Cachoeirinha.

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