A Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS) reuniu mais de 10 mil trabalhadores, na Praça do Rádio, na manhã desta sexta-feira (10), além de paralisar mais de 90% das escolas públicas de todo o Estado. A mobilização faz parte de um Dia Nacional de Luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora de todo o país. Os trabalhadores de todo o MS, representando 79 municípios, com balões de dizeres da luta, faixas, camisetas e muita força de vontade, estiveram presentes neste dia histórico.

Trabalhadores de todo o MS, representando 79 municípios
De acordo com a FETEMS, os trabalhadores em educação de MS foram para as ruas com as seguintes pautas: em defesa da democracia; contra o fim do piso salarial e da hora-atividade; contra a reforma da previdência e o fim da aposentadoria especial dos professores; contra a privatização das escolas públicas, através das Organizações Sociais e da militarização; contra a retirada da obrigatoriedade dos recursos da Educação Pública (18% da União e 25% dos Estados e Municípios) da Constituição Federal; contra a alteração do regime de partilha na exploração do Pré-sal que destinaria recursos para a educação e saúde.
Também contra a entrega de nossas riquezas naturais, como o petróleo, para o capital estrangeiro e contra a Lei da Mordaça que está sendo debatida em todo o território nacional e foi recentemente vetada na Rede Municipal de Ensino de Campo Grande. A legislação tem como intuito proibir o debate em sala de aula questões de religião, sexualidade (conscientização, igualdade de gênero, violência contra a mulher, homofobia e etc…) e política.
Segundo Lurdes Ferreira da Costa, professora desde 2010, a reivindicação dos direitos ameaçados foi o que a levou para a rua nesta sexta-feira. “Não podemos permitir que nos tirem conquistas de anos, histórias, sem fazermos nada, por isso aderi a greve e estou na rua com muito orgulho”, afirma.
De acordo com administrativa em educação, Joana Miranda do Nascimento, que é agente de limpeza há 17 anos, que está preste a se aposentar, ressaltou que a FETEMS está de parabéns pelo manifesto e que ela foi para a rua com medo da perda de direitos da previdência. “Eu já sofro com sérios problemas de saúde, por conta dos anos de trabalho e agora estão querendo mexer nos meus direitos, não aceito isso nunca, porque dei a minha contribuição e mereço me aposentar com tudo que já foi conquistado, graças a nossa luta”, ressalta.
Já o diretor de escola, Douglas Alves da Silva, que tem 15 anos de serviços prestados na educação pública, o momento é de luta e reflexão. “Lutar pelos direitos dos trabalhadores em geral, não permitir o sucateamento, principalmente da educação e defender a nossa democracia, é isso que me fez paralisar hoje e apoiar o movimento da nossa Federação”, conclui.
Outras categorias somaram na luta pelos direitos trabalhistas, em Campo Grande, como sindicatos filiados a Central Única dos Trabalhadores, a Central dos Trabalhadores do Brasil e Movimento dos Trabalhares que lutam pela terra.

