Por volta das 10 horas da manhã, mil indígenas da etnia terena, das aldeias localizadas nos municípios de Miranda e Aquidauana fecharam a BR-262 na altura da localidade denominada Pioneiro.
Segundo informações do cacique Josué da Silva, da aldeia Babaçu de Miranda, o protesto ocorre em solidariedade aos guarani kaiowas, que no inicio da semana entraram em confronto com fazendeiros no município de Caarapó. “Mais um indígena foi assassinado. Queremos que as autoridades nos ouçam.

Terenas das aldeias localizadas nos municípios de Miranda e Aquidauana
Não é mais possível conviver com tanta insegurança. Somos solidários aos nossos irmãos guranis, que tiveram suas terras subtraídas. O Estado precisa tomar providências urgentes. Nem fazendeiros, nem o povo indígena merecem o desrespeito do Governo Federal.
Durante o confronto o agente de saúde indígena, Clodioudo Aguile Rodrigues dos Santos (20), filho do vice-capitão da reserva, Leonardo Isnardi, morreu e pelo menos seis ficaram feridos durante confronto entre produtores rurais e índios, na terça-feira (14), na região da fazenda Yvu, próximo a aldeia Te’yikuê, em Caarapó.
O comandante da Polícia Militar (PM) tenente-coronel Carlos Silva, informou que três policiais também ficaram feridos. Os militares foram ao local para escoltar os bombeiros durante o resgate dos feridos e foram rendidos pelos indígenas depois que o pneu da viatura furou.
O perfil Aty-Guasu (Grande Assembleia Guarany) denunciou o conflito em publicação feita nesta terça-feira (14) e diz que o morto é líder indígena Guarani e Kaiowa.
Até o momento, não há informações sobre as circunstâncias da morte do indígena, que atuava como agente de saúde na aldeia e seria filho do vice-capitão da reserva, Leonardo Isnardi.
Das cinco vítimas, Jesus de Souza e Libersio Marques Daniel foram encaminahdos para o Hospitalda Vida em Dourados, sendo que Catalina Rodrigues de Souza, Valdilio Garcia e Norivaldo Mendes ficaram no Hospital Benficente São Mateus de Caarapó
O clima ainda continua tenso na região
Segundo informações de caciques terenas, apenas ambulâncias estão tendo acesso a BR 262. O bloqueio da BR 262 não tem horário definido para terminar. “Enquanto as autoridades não nos ouvirem, não vamos sair daqui. E já que eles não vem aqui falar com nosso povo, nosso dialogo vai ser através da imprensa”.

