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Após 11 anos, Rappa lança novo disco acústico: “Não será o último”

por Redacao
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Onze anos após lançar seu primeiro trabalho acústico na MTV, O Rappa está retomando o formato no novo “Acústico Oficina Francisco Brennand”, gravado ao vivo no Recife.

Tantas vezes descritos como fáceis ou simplesmente desgastados, os arranjos “desplugados” têm o carinho especial da banda, que atribui a má fama desse tipo de show à maneira como ele costuma ser explorado.

Capa do novo trabalho da banda O Rappa, o "Acústico Oficina Francisco Brennand"

Capa do novo trabalho da banda O Rappa, o “Acústico Oficina Francisco Brennand”

Segundo os integrantes, a produção “expressa” popularizada pela MTV, utilizada em larga escala por banda brasileiras, dá pouca margem a originalidade e experimentações.

“Você pode explorar esse formato de diversas formas. Um show numa igreja, por exemplo, ou num espaço fechado, será muito diferente. A engenharia técnica te dá essa possibilidade”, diz o guitarrista Xandão em entrevista coletiva em São Paulo. “Não enxergo como nosso último acústico, tenho vontade de explorar captações novas em lugares diferentes.”

“Não enxergo como nosso último acústico, tenho vontade de explorar captações novas em lugares diferentes.”
Xandão, guitarrista

Gravado a céu aberto em dois dias na oficina de Brennand, uma antiga olaria, o disco traz na edição em DVD uma espécie de documentário. Intercalado às músicas, Brennand participa das filmagens.

“Eles nos aceitou da forma mais bonita dentro da casa dele, fiquei até emocionado. Tem uma cena em que eu choro. Falei para ele que ele é um cara importante é que o Brasil inteiro devia saber quem é.”

A ideia de gravar no Recife vejo da própria banda, após o barulhento show no Carnaval do Recife em 2014, às 3h do Marco Zero da cidade. O Rappa negociou pessoalmente com a filha e mulher de Brennand, que convenceram o artista a ceder o espaço.

O resultado é um show de aura mais “artística”, com imagens destacando a beleza da arquitetura do local.

“Temos uma relação antiga com Recife, desde que tocamos no Abril Pro Rock e conhecemos a região de Peixinhos”, diz o vocalista Marcelo Falcão. “Sempre fizemos correlação com os lugares mais humildes do Rio, com nossa história com Vigário Geral e com o Afroreggae.”

Falcão fez questão de frisar que o projeto, o mais caro da banda até aqui, não contou com dinheiro de lei de incentivo. “Mas essa polarização não é boa pra ninguém. Queremos que o político corrupto vá para a cadeia. E não o pobre que rouba manteiga na padaria para comer.”

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