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Suspeito de golpes contra 40 mulheres ricas é encontrado morto em Brasília

por Redacao
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A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a morte de um suposto estelionatário conhecido como “Don Juan do Lago”, que foi preso há quatro meses suspeito de seduzir e aplicar golpes em socialites de Brasília. O homem foi encontrado em um condomínio no bairro Paranoá, dentro do porta-malas do próprio carro, por volta da 14h de terça-feira (1º). Ele estava amordaçado, amarrado, com muitos hematomas e com marca de bala em uma das pernas.

Antônio Carlos Guimarães, 45, ostentava nas redes sociais para enganar mulheres

Antônio Carlos Guimarães, 45, ostentava nas redes sociais para enganar mulheres

Antônio Carlos Guimarães tinha 45 anos e 25 passagens pela polícia, a maioria por acusações de ter aplicado golpes e de falsificar documentos — há ainda uma acusação de homicídio. Sua última prisão foi registrada em agosto, mas ele foi liberado em seguida.

O homem era suspeito de criar uma vida de ostentação nas redes sociais, exibindo carros importados e casas em Miami para atrair mulheres de classe alta, na maioria das vezes casadas. Após ganhar a confiança das vítimas, ele usava o nome das mulheres para fazer compras e empréstimos, segundo informações da Polícia Civil. O prejuízo que teria causado é estimado em R$ 300 mil.

Segundo o delegado da 6ª DP, do Paranoá, Marcelo Portela, o carro onde o corpo de Guimarães estava circulou a tarde toda no condomínio em alta velocidade. “Os moradores perceberam a movimentação e viram quando o veículo foi abandonado com o vidro traseiro quebrado. Em seguida, localizaram a vítima no porta-malas.”

Um bombeiro que mora no local foi chamado para socorrer o homem, que tinha sinais de tiro na perna esquerda e pancadas na cabeça. Guimarães ainda estava vivo, mas morreu no local.

O delegado disse ainda que a corporação está perto de achar um desfecho para o caso. “Pelo que apuramos e pelo histórico criminal da vítima, alguém que foi prejudicado por ele tentou reaver o patrimônio roubado e utilizou desses meios”, argumentou. “Provavelmente, a pessoa não queria matar Antônio Carlos, mas a situação acabou saindo do controle.”

“Testemunhas nos relataram que viram uma pessoa do sexo masculino saindo correndo do carro. Nos próximos dias teremos o fechamento do caso”, disse Portela.

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