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7 de setembro: o que significa ser um país independente?

por Redacao
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A palavra independência é queridinha de todo mundo. As crianças querem ser independentes, os adolescentes, jovens, adultos, velhos; as famílias, escolas, empresas, órgãos públicos, grupos; os municípios, estados, países… A seu modo, cada um quer ser independente, pois a liberdade (autonomia) gera bem-estar, aquele sentimento de que se está por cima, dono da situação, de que se pode fazer as coisas sozinho.

Creative Commons - CC BY 3.0 - Dom Pedro I na proclamação da Independência do Brasil

Creative Commons – CC BY 3.0 – Dom Pedro I na proclamação da Independência do Brasil

Para uma criança, sair com os amiguinhos desacompanhada dos pais ou fazer os deveres de casa sozinha pode significar independência; alguns jovens se consideram independentes quando conquistam o direito de votar e de trabalhar; já muitos adultos só se consideram independentes quando têm condições suficientes para sustentar a família e ajudar a comunidade onde vivem. Parece que, em cada estágio da vida, a independência se manifesta de uma forma diferente, não é mesmo? E uma coisa legal de a gente perceber é que exercer a cidadania (ter nossos direitos respeitados e cumprir nossos deveres) também é ser independente. Mas que tal falar agora da independência de um país? Vamos lá:

Brasil livre de Portugal

Principalmente na Semana da Pátria, no início do mês de setembro, é importante falar de independência. Afinal, foi em 7 de setembro de 1822, com o grito de “Independência ou morte” de D. Pedro I, que o Brasil se tornou um país livre do domínio português.

A historiadora Isabel Lustosa, autora do livro Histórias de Presidentes – a República no Catete, destaca que o Sete de Setembro coroou uma seqüência de fatos que já faziam do Brasil um país independente de Portugal. “O mais importante foi a decisão, tomada em junho de 1822 pelo príncipe regente D. Pedro e seu Conselho de Estado, de que se fizessem eleições para deputados para compor uma Assembléia Constituinte, no sentido de que o Brasil tivesse sua própria Constituição”, declara.

Mas, afinal, o que é ser um país independente?

Isabel tem a resposta na ponta da língua: Um país independente é aquele que tem total autonomia para cuidar de todas as coisas que acontecem nos limites geográficos de suas fronteiras. Ser independente é ser uma nação governada de acordo com o que foi definido pelo povo a partir de suas tradições ou convicções sem que o governo de qualquer outro país possa interferir. Ser independente é ser capaz de decidir sobre o regime político que lhe convém, sobre a maneira de organizar a administração, a economia, a política e as demais instituições sociais.

E o Brasil é plenamente independente?

Na opinião da historiadora, sim! Ele é um país com uma cultura própria, produto de sua história, que organiza sua vida interna de acordo com o que decidem os cidadãos brasileiros por meio de seus deputados e senadores, eleitos pelo voto direto em eleições livres.

E na área financeira? “O Brasil é um país com uma política econômica própria que, mesmo sendo guiada pelas regras do mercado, toma suas próprias decisões”, explica. E por fazer parte do corpo das Organização das Nações Unidas, a política externa do Brasil (relação do Brasil com os outros países) é orientada no sentido de preservar a harmonia entre as nações. “E mesmo essa alternativa é uma decisão do povo brasileiro através de seus governantes, escolhidos pelo voto direto em eleições livres”, conclui a professora.

As bandeiras de hoje

No início do século dezenove, a independência era uma bandeira fortíssima no nosso país. Muitos brasileiros, como Tiradentes e D. Pedro I, lutaram bravamente, guiados pela idéia fixa de livrar o Brasil do domínio português. Depois de o Brasil se tornar independente, as palavras de ordem já mudaram várias vezes, e hoje são outros os lemas que nos norteiam.

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