Outros dois integrantes da CNV, Rosa Cardoso e José Paulo Cavalcanti Filho, participaram da reunião no Palácio Guanabara. O chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, disse a eles que ainda não há indícios que sustentem a tese de queima de arquivo.
A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), que foi criticada nesta segunda-feira pelo presidente da Comissão da Verdade do Rio, Wadih Damous. “Este caso não pode ser tratado como uma mera tentativa de assalto”, afirmou Damous.
RIOCENTRO
Nesta terça-feira (29), a Comissão Nacional da Verdade divulgará relatório que responsabiliza oficiais do DOI do I Exército pelo atentado do Riocentro, em 1981. O documento se baseia em papéis apreendidos na casa do coronel Júlio Miguel Molinas Dias, ex-chefe do destacamento, assassinado em 2012.
A comissão convocou para depor o então capitão Wilson Machado, que participou da ação frustrada. Ele estava no Puma em que uma das bombas explodiu acidentalmente, matando o sargento Guilherme do Rosário.
Também foram chamados o general reformado Newton Cruz, que alegou motivo de saúde para não comparecer, e testemunhas que estavam no Riocentro para assistir a um show em comemoração ao Dia do Trabalho.
O objetivo do atentado do Riocentro era acusar organizações de esquerda de terrorismo e frear a abertura política no governo João Figueiredo (1979-85). O plano foi frustrado pela explosão acidental da bomba.

