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Um acidente de carro causou mais transtornos do que a comerciante de Campo Grande Claudia Tereza Vasconcelos Lani, 39 anos, podia imaginar. Ela pagou franquia, levou o veículo na oficina determinada pela seguradora e depois descobriu que o conserto foi feito com peças velhas.

Cliente de seguradora comemora lei que dá direito de escolha da oficina
Foram 20 dias a pé até que o problema fosse resolvido. Uma lei estadual publicada nesta na quinta-feira (24) deve evitar esse tipo de situação.
“Eu precisando do carro, confiando na seguradora e na oficina e, quando eu recebo o carro de volta e levo para a revisão programada na concessionária, descubro que as peças tinham que ser trocadas de novo”, relata.
O problema, segundo Cláudia, ocorreu na empresa responsável pelos reparos. Ela conta que a seguradora apresentou comprovantes de que itens novos haviam sido comprados e entregues à mecânica.
Transtornos
A comerciante relata que o filho dela estava conduzindo o carro em uma estrada sem asfalto em Camapuã quando pedras danificaram parte da lataria, do ar-condicionado e do motor do carro.
O seguro mandou um guincho para rebocar o veículo diretamente até uma oficina em Campo Grande. Cláudia foi buscar o automóvel vinte dias depois e, ao ligar o ar-condicionado, escutou barulho no motor.
“Levei de novo na oficina, já que estava na garantia, e lá eles me falaram que uma mangueira tinha soltado e que se eu continuasse rodando com o carro poderia fundir o motor”, lembrou. Houve então um segundo reparo e a comerciante passou a rodar normalmente.
Menos de um mês depois, a consumidora procurou uma concessionária para a revisão programada. “O rapaz me deu uma lista de quatro peças que eu teria que trocar”, relata. Para o espanto da mulher, eram os mesmos itens que ela acreditava terem sido colocados na mecânica.
“Peguei esse documento (lista) e levei na seguradora, onde me informaram que as peças haviam sido compradas (novas) e entregues à oficina”, conta. Desconfiada da situação, a empresa de seguros fotografou o veículo e acionou a mecânica, que alegou ter havido um engano no conserto.
“Tive que levar o carro lá (na oficina) de novo e falei que estava de olho neles, que depois do serviço eu iria levar o automóvel de novo na concessionária para conferir se as peças foram trocadas”, afirmou.
Foram mais dois dias sem veículo. “Então o carro ficou bom. O rapaz da concessionária disse que não é a primeira vez que acontece isso com cliente e geralmente é com mulher. Muita falta de respeito. Se antes eu já desconfiava, agora vou ficar mais atenta ainda”, garante.
G1

