O conselho gestor do Geopark Bodoquena Pantanal se reuniu nesta terça-feira (25), em Campo Grande, para apresentar as ações já realizadas no ano de 2013, além de discutir os programas para o Plano de Desenvolvimento Territorial que será encaminhado para a Unesco. A reunião, que contou com a presença do governador André Puccinelli e dos integrantes do Conselho Gestor do Geopark, composto por 22 membros, discutiu ainda a implantação de núcleos regionais que visam otimizar a gestão do Geopark e ampliar a capilaridade das pesquisas.
De acordo com o diretor-presidente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), Marcelo Turine, o apoio dos municípios envolvidos tem sido fundamental para desenvolvimento dos projetos. “A gestão do Geopark inclui um grande programa de ciência e tecnologia e precisamos desse apoio para dar continuidade aos trabalhos, além de mostrar a toda a população nossas riquezas naturais”, disse.

A reunião, que contou com a presença do governador André Puccinelli
Já a diretora-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, Nilde Brun, destacou a importância do papel do Estado na criação e manutenção dos trabalhos desenvolvidos pela equipe do Geopark. “Este trabalho precisa contar com a presença do Estado, pois é necessária uma estrutura mínima para que as coisas tenham andamento. O governador André Puccinelli tem uma ampla visão de tudo isso e apoia este desenvolvimento para que as ações tenham sustentabilidade. Juntos somamos esforços para a continuidade dos processos desenvolvidos no Geopark”, concluiu.
Para o diretor-científico do Geopark, Afrânio José Soares, o principal objetivo dos trabalhos é fomentar o turismo arqueológico, além de desenvolver o conhecimento sobre o assunto, das populações das cidades da região. “Nosso potencial é dar o suporte para que as localidades que fazem parte do Geopark se desenvolvam e conheçam sua geodiversidade, sua riqueza e se apropriem do patrimônio geológico que essas cidades possuem”, finalizou.
Geopark
O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio de suas fundações – Cultura (FCMS), Turismo (Fundtur), Ciência e Tecnologia (Fundect) e Imasul – tem trabalhado em conjunto com a Superintendência Estadual do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MS) e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), entre outras instituições, na divulgação e implementação do conceito de Geopark no Estado.
O Geopark Bodoquena Pantanal tem uma área de 39.700 km², abrangendo os territórios dos municípios de Bonito, Bodoquena, Ladário, Corumbá, Jardim, Niaoque, Bela Vista, Porto Murtinho, Miranda, Aquidauana, Anastácio, Caracol e Guia Lopes da Laguna.
Fazem parte do Geopark 54 áreas denominadas geossítios, envolvendo fazendas, lagoas, grutas e nascentes de rios. Um dos objetivos do Geopark é a necessidade de todo esse patrimônio cultural e natural ter seu valor reconhecido mundialmente como parte integrante da rede mundial do Programa Geopark Unesco, atraindo assim a comunidade científica mundial e a visitação turística com fins educacionais, científicos, culturais, de fruição e conservacionistas.
O decreto de criação do Geopark Bodoquena Pantanal foi assinado em dezembro de 2009, pelo governador André Puccinelli.

