Quando se fala em Bonito logo vem à cabeça a famosa cidade do Mato Grosso do Sul, nacionalmente conhecida por seus atrativos naturais e opções de prática de esportes ao ar livre. Mas o município homônimo localizado a 132 quilômetros de Recife (PE) é menos famoso, porém oferece grande quantidade de recursos naturais e atrativos turísticos.

A cachoeira Barra Azul está na lista das maravilhas de Pernambuco. Foto: LeRoc
As cachoeiras, riachos e barragens fazem justiça ao adjetivo, com suas águas cristalinas e volumosas. O verde da Mata Atlântica que cerca a cidade se mistura ao marrom das pedras que reluz com o dourado do sol ao bater na água, cenário perfeito para os apreciadores da natureza e para os aventureiros.
As cachoeiras Humaytá, Corrente, Pedras Redonda, Barra Azul, do Encanto e do Mágico são oportunidades para o lazer contemplativo e deliciosos banhos, ótima opção para curtir com a família, pois são de fácil acesso. Já a Véu de Noiva é perfeita para os apaixonados por adrenalina, pois o acesso é feito por uma trilha de dificuldade média e sua formação é ideal para prática de rapel. As quedas d’água foram eleitas em 2007 uma das sete maravilhas de Pernambuco após votação popular.
Agraciada pela natureza, Bonito ganhou um toque a mais com a chegada de uma colônia de japoneses no pós guerra, que iniciaram o plantio de legumes e verduras para serem vendidos para a capital. Como na época as pessoas não tinham o hábito de consumir esses alimentos, aos poucos alguns agricultores passaram a se dedicar ao plantio de flores, motivo que concede à localidade o título de “Cidade das Flores”.
Bonito proporciona ainda uma gastronomia diferenciada, onde se ressaltam os deliciosos alfenins feitos à base de cana de açúcar e o licor “Amor de Mãe”, de receita secreta e sabor suave. A charmosa cidade dispõe de rede hoteleira e serviços populares de alimentação, contando ainda com a infra-estrutura turística receptiva de municípios próximos, a exemplo de Caruaru.
História – O território de Bonito fez parte da área do famoso Quilombo dos Palmares e foi assim batizado pelos caçadores que se deparavam no século XVIII com a imensa floresta virgem e as águas cristalinas. A povoação local foi impulsionada pela construção da Matriz de Nossa Senhora da Conceição em 1812 e ao longo de sua história diversas batalhas e revoltas foram travadas pelos mais diversos motivos.
A emancipação veio em 20 de maio de 1833, com a criação da Comarca (divisão territorial) por uma resolução presidencial, posteriormente passou a integrar a Comarca de Vitória de Santo Antão, em 1839 foi elevada a Vila e Paróquia e,posteriormente, em 1848, passou a pertencer à sede da Comarca de Caruaru. Em três de junho de 1895 foi elevada à cidade, até constituir-se município autônomo em 16 de janeiro de 1893.
