194
Um dos maiores consumidores de aplicativos no mundo, o mercado brasileiro movimenta US$ 25 bilhões e tem a expectativa de chegar a US$ 70 bilhões em 2017, segundo o MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia).
“Vemos aumento de receitas desde 2012. O país agora busca ser um dos maiores produtores”, disse o diretor de Software e TI do MCT, Rafael Moreira.
Ainda que seja um grande consumidor de smartphones, o país apenas engatinha na produção de aplicativos. O MCT adotou uma política de incentivo por meio de uma lei que entrou em vigor em outubro deste ano.
A lei obriga os produtores de smartphones fabricados no país a usar aplicativos nacionais. Atualmente é preciso ter no mínimo cinco aplicativos nacionais no celular. Esse número subirá para 15 a partir de 1º de janeiro e depois chegará a 50 em dezembro de 2014.
“A intenção é criar uma forma de incentivar os desenvolvedores nacionais. Se o usuário não quiser usar, pode descartar, mas isso estimula os produtores”, disse Moreira.
A ideia surge no momento que as vendas de smartphones aumentam. No segundo trimestre deste ano houve um crescimento de 110% sobre o mesmo período de 2012. Pela primeira vez, as vendas desse tipo de aparelho superaram as de celulares tradicionais.
De acordo com a companhia IDC Brasil, foram vendidos 15 milhões de equipamentos no país de abril a junho. Deste total, 54% foram smartphones, contra 46% de celulares tradicionais.
A Dextra Sistemas, empresa que desenvolve software, é uma das que querem acompanhar o mercado de aplicativos móveis.
“Antigamente, a procura era de pouca sofisticação, e hoje as empresas procuram produtos cada vez melhores”, disse o diretor Luís Dosso.
Entre os segmentos que mais demandam esse tipo de software, ele cita aquelas que precisam ter um bom relacionamento com seus clientes, como bancos e seguradoras.
Outra desenvolvedora de software e aplicativos, a multinacional CI&T está atenta ao mercado. Diretor da empresa, Paulo Camara diz que há quatro forças convergentes no setor: mobilidade, redes sociais, computação em nuvem e internet.
“A mobilidade é uma realidade do mundo corporativo sem volta, mas se for adotada isoladamente, sem estratégia, pode não trazer todos os resultados esperados”, afirmou.
