A Polícia Civil de Campo Grande apresentou à imprensa da Capital, no final da manhã desta quinta-feira, dois suspeitos de estarem envolvidos na morte do delegado aposentado Paulo Magalhães, em 25 de julho deste ano. Um terceiro está foragido.
O Guarda Municipal José M, de 40 anos, é um dos pistoleiros apontados pelos delegados responsáveis pelas investigações, Márcio Oshiro, do Garras, Edilson Santos Silva, da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios, e Alberto Viera Rossi, também do Garras.
O GM, segundo a polícia, é apontado como o autor dos tiros contra o delegado. Um outro suspeito, o vigilante Antônio B, de 37 anos, seria o dono da motocicleta utilizada no dia do crime. O foragido é identificado como Rafael e a polícia acredita que ele possa ser o homem encontrado morto, com o corpo mutilado, dia 20 de agosto, num lixão da Capital.
A polícia chegou até eles após denúncias anônimas e verificação de imagens de segurança. Ainda assim, os investigadores acreditam que, embora os três sejam apontados como os autores da morte, não está descartada a hipótese do crime ser encomendado. Nenhum dos dois acusados quis falar com a imprensa.
A dupla, de acordo com os delegados, monitorou o delegado desde a saída da casa dele até a escola da filha, local onde ocorreu a execução, no final da tarde do dia 25 de julho, horário de saída de estudantes.
O crime
Paulo Magalhães Araújo, 57 anos, foi morto em frente de uma escola do bairro Jardim dos Estados, em Campo Grande. Ele foi atingido por cinco disparos de pistola 9 milímetros, de uso restrito, quando parou no estabelecimento para pegar a filha.
Paulo Magalhães era conhecido por fazer denúncias e causar polêmicas. Durante as investigações ventilava-se que o seu assassinato seria por vingança.

