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Prefeitura de Bodoquena cancela aulas e culpa briga com vereadores

por Redacao
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A briga por suplementação orçamentária não é uma briga só entre o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP) com a Câmara de Vereadores, mas também da Prefeitura de Bodoquena, cidade a 260km da Capital, com os lesgiladores municipais. A questão afetou até mesmo as escolas municipais da cidade do interior, que estão paralisadas desde o início do mês e sem previsão de voltar. Uma nota no site oficial de Bodoquena justifica a paralisação devido à falta de recursos para investimento, após os vereadores não aprovarem a suplementação orçamentária em 20%. A nota culpa os cinco vereadores que votaram contra.

Secretária de Educação de Bodoquena, Zuila Aranda Frajado, se recusou a dar qualquer informação

Secretária de Educação de Bodoquena, Zuila Aranda Frajado, se recusou a dar qualquer informação

“A prefeitura [ficou] sem dotação orçamentária, impedindo desta forma que o executivo pague seus gastos básicos, como: água,luz, manutenção dos veículos, gasolina, transporte escolar, merenda escolar, assistência social, estagiários, frente de trabalho e até o PASEP do servidor, está comprometido. Tudo isso por irresponsabilidade de cinco vereadores (sic)”, acusa a nota.

A publicação também informa que a que a licitação da merenda escolar havia sido cancelada, mas não justifica o porquê. O Midiamax entrou em contato com a secretária de Educação de Bodoquena, Zuila Aranda Frajado, mas ela se recusou a dar qualquer informação e o prefeito Jun Iti Hada está viajando.

Uma mãe que preferiu não se identificar, por medo de represália aos seus filhos, contou que não pode trabalhar porque tem que ficar com seu filho de oito anos, já que a escola em que estuda João Batista Pacheco está sem aulas.

“E se ele perder o semestre todo? Não nos informam nada, não tem merenda, não tem aula, a cidade está uma bagunça”, afirmou a mãe que tem outro filho de 11 anos, que estuda em uma escola estadual, que não teve as aulas paralisadas.

“Faz mais de semanas que acabaram as férias e eles não voltaram a estudar. Tem as escolas dos assentamentos também, muita gente foi prejudicada com essa paralisação. Tenho que cuidar da minha sobrinha no período sem aula”, disse um tio que contabilizou seis escolas municipais – duas na cidade, três em assentamentos e uma no distrito de Morraria.

midiamax/fotos: assessoria de imprensa

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