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Apesar de enfrentar pressão de setores do partido em favor de apoio ao candidato a ser lançado pelo PT, o PMDB sinaliza com o indicativo de deixar apenas à negociação as vagas de vice e a suplência de senador para eventuais aliados na disputa para o governo de Mato Grosso do Sul em 2014.

Eduardo Rocha, líder do PMDB na Assembleia
A posição do PMDB, liderado pelo governador André Puccinelli, foi passada pelo líder da bancada do partido, deputado Eduardo Rocha, na Assembleia Legislativa, durante entrevista à imprensa na sessão desta terça-feira.
Segundo ele, apesar do interesse de correligionários em favor do apoio à candidatura do senador Delcídio do Amaral (PT), costura que está sendo alinhava pelos principais líderes nacionais das duas legendas, como a presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer (PMDB), a tendência no grupo é grande pela candidatura própria.
Ainda assim, o deputado admitiu que não há consenso em torno desse projeto. “Mas nada em política é impossível, então, apesar dessa tendência, haverá muita conversa ainda pra rolar em torno dessa chapa”, declarou Rocha, referindo-se a eventual revés político com relação à proposta de o PMDB encabeçar a chapa majoritária.
O líder peemedebista disse ainda que, embora haja uma divisão interna nos quadros partidários, a tendência mais forte nesse momento é a indicação do ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, para o governo e a da vice-governadora Simone para o Senado.
Desta forma, segundo Rocha, o PMDB abriria para os aliados a vaga de vice e a suplência do Senado.
Durante a entrevista, o deputado revelou que alguns partidos já se manifestaram favoráveis a esse projeto.
Ele citou, entre outros casos, o PDT. “O deputado Felipe Orro disse que o partido tende a apoiar o PMDB caso seja Nelsinho pra o governo e Simone para o Senado”, confidenciou o parlamentar peemedebista.
Entretanto, segundo Rocha, ainda existem correntes internas do PMDB que defendem a candidatura da Simone para o governo. Nesse caso, citou o vice-presidente do diretório regional, Esacheu Nascimento, e a prefeita de Três Lagoas, Márcia Moura.
Questionado sobre os possíveis vices para a chapa, Rocha citou dois nomes que ele considera importantes para o PMDB: em primeiro lugar o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB). Porém, o próprio tucano já deixou claro que só disputará se for o governo ou o Senado. “Mas daí é questão de conversar, negociar”, sugeriu o líder do PMDB.
Outro nome citado por ele para integrar a chapa a ser encabeçada pelo candidato de seu partido foi o da deputada Mara Caseiro (PTdoB).
Ele disse que ela seria um bom nome por ser mulher, por trazer a bancada do PTdoB, que é composta por três representantes na Assembleia, e porque a base eleitoral dela, que é o Conesul, é bem importante, e envolve a região Sul-Fronteira e a Grande Dourados.
O deputado disse também que até o fim de setembro, o partido deve ter definido essa chapa. “Primeiro, temos que nos resolver internamente. Depois, vamos em busca dos aliados”, defendeu Rocha.
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