Anastácio começa a ganhar sua primeira Usina de Processamento de Lixo (UPL), unidade esta que, de acordo, com a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) será referência para todo o Estado, pois, o Município de Anastácio será pioneiro no funcionamento do aterro sanitário agregado a usina.

Aterro sanitário está concluído
A Prefeitura de Anastácio acaba de receber R$ 184.921,84, o que corresponde a primeira parcela dos recursos para a implantação da UPL, de um total de investimento de R$ 369.825,68, provenientes do Governo Federal via FUNASA somados a contrapartida de mais de R$ 11 mil da prefeitura.
Com a implantação da Usina de Processamento de Lixo, o município de Anastácio será o pioneiro no Estado no uso correto do aterro, conforme rege a Legislação Federal, que recentemente estipula que nas cidades os aterros devem funcionar em conjunto com o processamento adequado do lixo, visando, ampliar a vida útil dos aterros sanitários.
Segundo explicou o prefeito Douglas a usina será um complemento importante para que o aterro sanitário construído no Município comece a funcionar e receba diariamente toneladas de lixo doméstico das residências anastacianas.
Os cuidados com o correto funcionamento e vida útil do aterro sanitário – uma obra que demandou cerca de R$ 550 mil em sua construção – somada a conquista da implantação da UPL demonstram a preocupação da Administração Municipal com o destino adequado do lixo, com a preservação do meio ambiente local e, principalmente, com a saúde pública.
“A construção do aterro e a implantação da UPL, a conquista de recursos financeiros para essas obras é uma luta de muito tempo, são projetos que refletem diretamente na qualidade de vida da nossa gente, na saúde pública e na demanda de cuidados com o nosso meio ambiente, que sofre com a destinação incorreta do lixo. Com o funcionamento do aterro e da usina, em breve, poderemos ampliar as políticas públicas de preservação ao meio ambiente e implementar outras ações de educação ambiental junto a nossa comunidade”, reforçou o prefeito.
Segundo o engenheiro da FUNASA de MS, Waldir Silva, responsável por fiscalizar a obra que será realizada pela empresa vencedora da concorrência pública Teknica Engenharia Ltda – de propriedade do engenheiro e presidente do CREA-MS, Jary de Carvalho e Castro e do sócio Edson Yukio Gonda-, a previsão é de que a usina possa reciclar em média 18 toneladas de lixo por dia. De acordo com dados do projeto de engenharia da usina, a mesma terá equipamentos como: prensa hidráulica, esteira de catação, carrinhos para tonéis, prensas para papel, plásticos, sucatas e papelão, dentre outros.
Na prática, a usina de triagem e reciclagem receberá o lixo recolhido dos domicílios que será encaminhado para o aterro sanitário, onde os operários da usina farão a separação seletiva para a reciclagem.
Além do beneficio direto ao meio ambiente e à saúde pública, a implantação e funcionamento da UPL beneficiará diretamente uma classe de trabalhadores do município, os recicladores de lixo, que de forma organizada poderão trabalhar na usina e aumentar a renda.
Em nota a imprensa, o superintendente da FUNASA em MS, Pedro Teruel relatou que “a implantação da usina será muito benéfica para Anastácio, pois, com isso os muitos materiais que podem ser reutilizados, não serão mais desperdiçados, preservando o meio ambiente e criando empregos para a população”.
