“O presidente Federico Franco veio para acalmar os ânimos e solucionar o problema dos conflitos de terra. Com a destituição do ex-presidente Fernando Lugo ficamos muito mais aliviados. Se outro vencer, vamos apoiá-lo também, sempre tendo em vista nossas reivindicações de proteção e incentivo à produção”, comentou o representante da CAP (Coordenadora Agrícola do Paraguai) em Santa Rosa del Monday, Alex Luguesi, ao explicar o temor dos produtores estrangeiros, considerados alvo dos governos socialistas.
Concentrados nos estados de Alto Paranáx, Canindeyú e Itapúa – todos na fronteira com o Brasil -, os brasileiros foram o último grande grupo de imigrantes a se instalar no Paraguai. Atraídos pelos incentivos para a colonização de áreas ainda pouco exploradas no Paraguai, os chamados brasiguaios já estão na segunda geração. “Não me vejo morando em outro lugar”, disse o agricultor paraguaio filho de brasileiros Marcio Giordani Mattei, 36 anos.
“Ainda há muito a se fazer para que o Paraguai possa crescer. Mas, temos muitas condições para isso, se analisarmos nosso potencial agrícola e agroindustrial, poderíamos ser uma Suíça na América do Sul”, compara o agricultor. “Se tivermos segurança, poderemos colaborar em muito com isso”, completa Ênio Keller, que há 40 anos se instalou em Santa Rita, outro importante reduto de brasileiros.
