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Irmãos policiais sao indiciados e dois agressores de PM em MS

por Redacao
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Em Campo Grande  nesta terça-feira , a 5ª Delegacia de Polícia concluiu o Inquérito Policial (IP) que apurou um crime ocorrido na virada do ano, no dia 01.01.2012, por volta das 00h40, na Rua Barão de Limeira, Bairro Universitário, quando o policial militar Samuel Araújo Lima, após sofrer agressão por um grupo de rapazes, entrou armado na residência e efetuou vários disparos, causando a morte de Wilson Meaurio (41 anos) e ferindo as pessoas de I.M.M.P. (uma mulher de 37 anos), M. Q. P. D. (15 anos), M. P. M. (15 anos) e M.P. M. (10 anos), todos da mesma família.

Apurou-se nas investigações, que todos os envolvidos residem na mesma região e Samuel foi com seu veículo VW Fox buscar a namorada residente ali nas proximidades. Ao efetuar uma manobra de retorno na via pública, desagradou um grupo de rapazes que estavam na rua, iniciando-se uma discussão que logo se transformou em agressão. Samuel passou a ser violentamente espancado pelas pessoas de Marcio Pereira Soares (21 anos) e Mailson Pereira Meaurio (22 anos), este foragido até o momento.

Bastante ferido e em condições de inferioridade ante aos seus agressores, Samuel refugiou-se numa residência ali em frente, quando os agressores tentaram invadir, mas foram impedidos pelo proprietário. Vendo-se acuado, Samuel ligou para a irmã, Sueili Araujo Lima, policial civil, que estava na casa dos pais ali próximo, pedindo a ela que viesse em seu socorro e trouxesse a arma.

Sueili veio a pé rapidamente e, percebendo que as pessoas tentavam invadir a residência e estavam danificando totalmente o carro de Samuel com pedaços de madeira e pedras, acreditando que o irmão ainda pudesse estar no interior do veículo, efetuou disparos para o alto utilizando sua arma de porte profissional, com objetivo de dispersar os agressores.

Samuel, ao perceber que a irmã estava ali, saiu do interior da residência, apanhou a arma com Sueli e saiu em perseguição aos agressores, entrando na residência de Wilson Meaurio, quando iniciou os disparos contra as pessoas que ali se encontravam, atingindo fatalmente Wilson e ferindo os demais na região dos membros inferiores.

Após os disparos, Samuel acabou desmaiando e, logo em seguida, chegaram as forças policiais e o corpo de bombeiros, que socorreram os feridos.

Também esteve no local o irmão de Samuel, Rodrigo Araujo Lima, policial militar, que estava de arma em punho, bastante alterado, chegando a ameaçar verbalmente algumas pessoas no local para saber quem tinha agredido seu irmão, porém, acabou sendo contido pela guarnição da polícia militar que já estava no local.

O IP versou sobre os crimes de Homicidio Doloso, Tentativa de Homicidio, Disparo de Arma de Fogo, Ameaça e Dano Qualificado.

Samuel Araújo Lima, embora também vítima de agressão, encontra-se preso por força da prisão em flagrante, sendo indiciado por Homicídio Doloso e Tentativa de Homicídio.

Sueili Araújo Lima responde em liberdade, após pagamento de fiança, sendo indiciada pelo crime de Disparo de Arma de Fogo;

Rodrigo Araújo Lima, assinou um termo de compromisso e responderá perante o Juizado Criminal Especial, pelo crime de Ameaça;

Marcio Pereira Soares e Mailson Pereira Meaurio, vulgo “Lyon”, foram indiciados pelos crimes de Tentativa de Homicídio e Dano Qualificado. O primeiro encontra-se preso, por haver sido autuado em flagrante, enquanto o segundo permanece foragido. Sua prisão preventiva já foi representada pela autoridade policial.

Em razão da exigüidade do prazo para a conclusão do IP – apenas dez dias quando há indiciado preso – o resultado de algumas diligências em andamento, especialmente de provas técnicas, dependentes de laudos, serão remetidas ao Poder Judiciário à medida em que forem concluídas.

Foi necessária a expedição de Carta Precatória para a oitiva do adolescente e vítima M.Q.P.D.(15 anos), que regressou para a cidade de Corumbá logo após os fatos. Suas declarações serão anexadas posteriormente aos autos do processo.

A autoridade policial finalizou o inquérito afirmando que “buscou aproximar-se ao máximo da verdade real, abstraindo-se dos depoimentos, interrogatórios e declarações, as manifestações de sentimentos e rancores pessoais, bem como, buscando afastar ilações não confirmadas por fatos concretamente revelados.”

O Inquérito Policial seguiu para a Justiça no final da tarde de ontem, para oferecimento de denúncia pelo Ministério Público.

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