Na sexta-feira à tarde, o subsecretário se apresentou espontaneamente na 81ª DP (Itaipu) para esclarecer detalhes do atropelamento dos pedestres. Na ocasião, o seu advogado, José Maurício Ignácio, afirmou que Mendes havia tomado uma taça de vinho antes do acidente. “Ele perdeu o pai há uma semana. Esse acidente foi uma fatalidade. Pelo o que eu vi, ele bebeu uma taça de vinho”, disse o advogado. Ignácio também pôs culpa na localidade onde ocorreu o acidente: “O local do acidente é cheio de buraco e escuro. Uma bicicleta apareceu do nada e bateu no carro”.
Depois de cerca de 15h do atropelamento, Mendes fez exame no Posto Regional de Polícia Técnico-científica de São Gonçalo. O resultado do laudo prévio deu negativo para a presença de álcool no sangue. No retorno do exame, Mendes disse, na delegacia, ter bebido meia taça de vinho. Para ele, o acidente foi uma fatalidade.
Após o atropelamento, ele não prestou socorro às vítimas. Segundo o registro de ocorrência, o subsecretário foi resgatado aproximadamente dez minutos após o acidente por um Honda Civic prata. Mendes poderá responder por lesão corporal culposa, sem intenção de matar.

