Lurdivone teve 70% do corpo queimado quando o ônibus em que viajava foi atingido por uma bomba caseira. O veículo transportava cerca de 30 integrantes da etnia. O motorista e outros seis estudantes também ficaram feridos.
Encaminhada em estado grave para a Santa Casa, a estudante estava internada desde o dia 4 de junho. Na terça-feira, segundo a instituição, o quadro piorou e ela morreu por volta das 16h, quando era preparada sua transferência para o setor de urgência e emergência.
O corpo foi encaminhado à noite para o Instituto Médico Legal.
SUSPEITOS
O ataque ao ônibus ocorreu por volta das 23h, quando os estudantes retornavam às suas aldeias. A bomba foi lançada contra a parte frontal do veículo e explodiu, provocando um incêndio.
A Polícia Federal abriu inquérito para apurar o caso, mas desde então não divulgou novas informações sobre suspeitos ou linhas de investigação. Ninguém foi preso.
Líderes terenas ouvidos pela Folha atribuíram o ataque a conflitos com fazendeiros na região. Após o episódio, muitos passaram a andar em grupo como medida de segurança

