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Ex-policial acusado de extorsão é executado em Rio Verde

por Redacao
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O ex-policial civil Anderson Godoy de Azevedo, de 37 anos, e a esposa, uma comerciante de 49 anos, foram executado a tiros por dois homens nesta segunda-feira (13). O crime ocorreu por volta das 17 horas, em uma loja no centro de Rio Verde de Mato Grosso, distante 194 quilômetros de Campo Grande. Segundo a Polícia Civil, como nada foi roubado, a hipótese mais provável é crime de execução.

Segundo a Polícia Civil, Azevedo trabalhava como perito papiloscopista até dia 30 de maio, quando foi demitido do cargo, em decorrência de infração disciplinar. Mesmo depois de deixar a função, continuou morando em Campo Grande, enquanto a esposa tinha uma loja de roupas e calçados em Rio Verde, mas ia regularmente ao município para visitar a mulher.

O crime aconteceu às 17 horas (horário de MS), dentro da loja em Rio Verde. Segundo o delegado daquele município, Eder Moraes, testemunhas relatam que, por volta das 12 horas de foram até o local, olharam alguns objetos e foram embora.

Cinco horas depois, os dois homens entraram novamente na loja e, segundo a policia, atiraram contra o casal. Azevedo foi morto com quatro tiros. A polícia não detalhou quantos tiros a mulher levou.

O delegado disse que nenhum objeto foi levado o que reforça a tese de o crime ter sido uma execução. O delegado não quis passar maiores informações sobre a linha de investigação, pois o caso corre em segredo de justiça.

O advogado Donizete Lamboia disse que o ex-policial foi demitido por conta de infração ocorrida em 2007, quando foi flagrado por policiais militares de Naviraí (MS), portando pistola estrangeira, de uso restrito, sem documentação e contrabando. O último contato entre os dois foi há um mês, antes da demissão.

Processo
 
O ex-policial ainda era réu em processo por extorsão. Lamboia disse que o caso teria ocorrido em 2004 e foi arquivado administrativamente. A pessoa que fez a denúncia disse que Azevedo e outro policial teriam estorquido R$ 40 mil em dinheiro para que o homem não fosse preso por um crime de homicídio, ocorrido no interior de São Paulo.

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