Representantes da polícia japonesa estão em Mato Grosso do Sul para trocar experiências sobre o trabalho de educação no trânsito. Nos últimos meses, o aumento do efetivo foi a tática adotada pela Polícia Mlitar do estado para tentar diminuir o número de acidentes, que ainda preocupa. Estatísticas revelam que, a cada hora, uma pessoa sai ferida no trânsito em Campo Grande.
O autônomo Ricardo Alves de Melo ainda tenta entender os motivos que levaram o irmão Daniel Alves de Melo, que tinha 22 anos, a disputar um racha. “Não temos resposta. O que leva um jovem a fazer isso, ele tinha casa, emprego e uma família estruturada. É mais um que nós perdemos, que poderia estar ajudando a construir a capital.” O jovem morreu em Campo Grande, no local do acidente, depois de colidir com um poste no último sábado (14).
Esta semana, a Ciptran (Companhia Independente de Polícia Militar de Trânsito) recebeu 12 novas viaturas e 24 motos. Até o fim desse mês, o efetivo tambem vai aumentar. Segundo a capitã e subcomandante da Ciptran, Itamara Nogueira, as novas contratações devem ajudar na prevenção aos acidentes. “Com essa presença, vai diminuir tanto o número de acidentes quanto de infrações em geral.”
O aumento de viaturas e até mesmo do policiamento nas ruas de Campo Grande está diretamente ligado à redução do número de acidentes com mortes no trânsito, segundo a Ciptran. Nos primeiros quatro meses do ano, comparados ao mesmo período do ano passado, já houve uma redução de cerca de 30% no índice de mortes nos locais dos acidentes.
Mato Grosso do Sul é referência quando o assunto é policiamento comunitário. A perira da polícia japonesa, Akemi Shibuya, veio ao Brasil para conhecer o trabalho de educação no trânsito que o estado desenvolve na comunidade. Ela disse que o Brasil está colocando em prática o sistema de polícia comunitária japones – o Koban – e que está aqui como fonte multiplicadora desse sistema de policiamento. Além disso, também quer reciclar os trabalhos com tudo de bom que pode aprender aqui.
Para o comandante da Ciptran, tenente-coronel Alírio Vilassanti, é uma chance de trazer para Mato Grosso do Sul a experiência milenar que tem dado certo no Japão. “A cultura japonesa é uma cultura de respeito aos mais velhos, às normas e à legislação. Talvez isso seja o patrimônio mais importante que ela vai nos deixar aqui.”
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