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MS e outros seis Estados são alvos de operação contra fraudes na Saúde

por Redacao
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Pelo menos sete municípios de Mato Grosso do Sul são alvos, desde o início da manhã de hoje, de apuração conjunta da Polícia Federal, MPF (Ministério Público Federal) e CGU (Controladoria Geral da União) que visa desbaratar um esquema que fraudava licitações e desviava verbas destinadas à compra de medicamentos.
 
Os mandados de prisão e de busca e apreensão abrangem as cidades de Ladário, Corumbá, Dourados, Glória de Dourados, Jateí, Jardim e Campo Grande. Só em Ladário, principal alvo da operação em MS, a PF prendeu seis servidores da prefeitura local, que estariam envolvidos diretamente nas irregularidades.
 
Também foi presa uma sétima pessoa e cumpridos pelo menos 26 mandados de busca e apreensão nas demais seis cidades. Em Dourados, a quadrilha teria fraudado licitações num montante de pelo menos R$ 500 mil, conforme o MPF.

País

Em todo o País, a chamada Operação Questor – nome que remete ao título dos coletores de impostos no período da Roma Antiga – prendeu 51 pessoas na manhã desta segunda. 

Além de MS, as prisões aconteceram nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Pará e Rondônia. Entre os presos estão ao menos 34 servidores públicos, que teriam ligações com as três quadrilhas identificadas durante as investigações.

Na lista dos servidores presos estão 12 secretários municipais – que ocupavam as pastas de Saúde, Fazenda e Finanças. Ao todo, foram expedidos 64 mandados de prisão temporária e 70 mandados de busca e apreensão nos sete Estados. Para isso, foram mobilizados 282 policiais federais e 18 auditores da CGU.

O desvio de verbas públicas foi constatado em investigações iniciadas em 2009, com a participação da CGU (Controladoria Geral da União). Em apuração inicial, a Polícia Federal constatou que apenas uma das quadrilhas chegou a movimentar R$ 40 milhões, em 2009.

Os presos devem responder pelos crimes de corrupção ativa, passiva, fraude de licitações, formação de quadrilha, peculato e possível lavagem de dinheiro.

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