Um dado alarmante: somente no ano de 2010, 8 mil animais morreram atropelados nas estradas que cortam o Pantanal Sul-matogrossense. O saldo é resultado de um levantamento feito pelo Ibama-MS e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Um acordo entre eles foi assinado, que prevê entre as medidas instalar uma cerca para impedir o acesso dos animais à pista. Mas até agora, segundo ambientalistas, nada foi feito.
A ameaça não pára, uma vez que o tráfico de automóveis e veículos pesados é cada vez mais intenso na região. Quem passa por essas estradas, já está acostumado a ver animais mortos na rodovia, que atravessam pistas, seja na terra ou asfalto.
Ao longo da BR-262, várias espécies de bichos já foram atropelados. A rodovia dá acesso a cidades pantaneiras e também é rota de exportação para a Bolívia. Como a região enfrenta um período de enchentes, os animais fogem da cheia e usam a estrada como refúgio. É neste momento que atravessam pistas e poucos motoristas conseguem ter tempo hábil para frear.
Segundo o estudo, a maioria dos atropelamentos de animais silvestres acontece das 18h às 20h, momento em que, devido ao escurecer, fica mais difícil de perceber a presença de um animal.
A Polícia Rodoviária Federal orienta que os motoristas dirijam com cuidado e muito mais atenção do que o normal.

