
Zucco e Agostinho trabalham nos dados. Foto: Ana Maio
O pesquisador Agostinho Catella e o bolsista Carlos Zucco estão trabalhando nos dados do censo estrutural da pesca desde segunda-feira. Eles estão fazendo a análise crítica dos dados, isto é, checando a coerência das informações.
Ao todo, foram aplicadas na Bacia do Alto Paraguai no Mato Grosso do Sul 1.408 entrevistas com pescadores. Há também cerca de 90 questionários aplicados no comércio e aproximadamente 300 nos pescadores de iscas.
Uma das informações já confirmadas pela análise, segundo Agostinho, é a do desembarque difuso. Só na área urbana de Corumbá e Ladário foram identificados 15 pontos de desembarque de peixes. “Isso dificulta a coleta de informações e o monitoramento”, disse o pesquisador. Em toda a BAP (no Estado), são mais de 200 locais de desembarque.
O banco de dados gerado pelo censo no Mato Grosso do Sul será entregue ao Ministério da Pesca e Aquicultura, que vai criar um banco nacional. Mas os dados coletados no censo ficarão à disposição da Embrapa Pantanal e serão úteis para as pesquisas.
No Mato Grosso, o censo foi organizado pelo CPP (Centro de Pesquisas do Pantanal), uma indicação do pesquisador Agostinho.

