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MS precisa com urgência de professores nas áreas de exatas

por Redacao
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A falta de professores graduados com formação específica nas áreas de exatas (matemática, física, química, biologia) em Mato Grosso do Sul é problema sério. Escolas públicas e privadas estão sofrendo com a escassez de profissionais nessas áreas e o problema tende-se a agravar em 2011 quando novos alunos serão ingressados nas escolas. O alerta vem do Sintrae/MS (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino no Mato Grosso do Sul) e do Fitrae MS/MT (Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino dos Estados de MS e MT).

O presidente do Sintrae/MS, Ricardo Martinez Froes e Eduardo Botelho, do Fitrae MS/MT, fazem um apelo não só às autoridades, para que estimulem a formação de profissionais nessas áreas, como também aos próprios jovens, interessados na carreira do magistério, para que façam opção pelas exatas, para suprir um mercado que está crítico não só no Estado, mas em todo o País.

“Sugerimos aos jovens que têm afinidade com a profissão, para que levem adiante esse sonho e entrem no mercado pois há uma carência muito grande em diversas áreas”, apelou Ricardo Froes na esperança de que se todos fizerem alguma coisa agora o futuro poderá ser garantido com o suprimento de professores na área de exatas.

Ricardo Froes sugere também que o governo e as escolas particulares paguem melhor os professores para estimular a entrada de novos profissionais no mercado ou a permanência deles em sala de aula. “Ocorre também que muitos professores acabam deixando o mercado para ingressar em outros campos, através de concurso público, devido à baixa remuneração que recebem em salas de aula”, explica.

Eduardo Botelho, presidente da Fitrae MS/MT, também entende assim. Para ele, o governo deveria estimular financeiramente a atividade dos professores no Brasil. Se ele fizer isso acaba valorizando também os profissionais que atuam nos estabelecimentos de ensino privado.

CARTA – A Fitrae MS/MT realizou em novembro o V Congresso da federação, em Campo Grande, reunindo professores e funcionários de escolas particulares não só de Mato Grosso do Sul como também de Mato Grosso. Do encontro, foi elaborada uma carta contendo as principais reivindicações da categoria. Dentre elas destacam-se:

1- O plano nacional de educação, que tenha como metas a se concretizarem durante o seu período de vigência, 2011 a 2020, a universalização de todas as etapas da educação básica, garantindo-se às crianças, a jovens e aos adultos que delas necessitem, o efetivo acesso à e a permanência com êxito na escola; a erradicação do analfabetismo absoluto e funcional; o respeito à diversidade; a valorização dos profissionais da educação escolar, das instituições públicas e privadas, garantindo-lhes plano de carreira e piso salarial profissional condigno; ampliação do ensino superior público, tendo como meta a inclusão de pelo menos 40% dos jovens em idade de cursá-los; implementação da educação profissional, como medida fundamental à qualificação para o trabalho de todos os jovens; o financiamento da educação com base no PIB, atingindo-se 10% em 2014;
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2- redução de carga horária semanal de trabalho de 44 para 40 horas, como medida de valorização do trabalho e de geração de emprego;

3- regulamentação equânime da estabilidade de dirigentes sindicais, de modo a garantir-lhes a segurança jurídica, fundamental do exercício da representação sindical, e a isonomia entre as entidades sindicais, respeitando-se a proporcionalidade entre eles;
4- regulamentação do financiamento das entidades sindicais, com vistas a estabelecer a obrigatoriedade de contribuição para todos os seus representados, associados ou não;
5- a revogação da exigência de comum acordo entre patrão e empregado, para ajuizamento de dissídio coletivo, que constitui em instrumento de correção salarial e, muitas vezes, de distribuição de renda;

6- o fim do fator previdenciário, responsável pela subtração de considerável parcela dos já minguados proventos de aposentadoria, chegando, em muitos casos, a 50% do seu total.
“Sem a implementação das medidas acima nominadas, não serão alcançados o bem-estar e a justiça sociais, alicerces do estado democrático de direito”, reforça Eduardo Botelho, presidente da federação.

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