O ex-governador André Puccinelli assumirá o comando do PMDB em Mato Grosso do Sul no próximo dia 18, quando deve também anunciar planos de sobrevida política para um partido desgastado e dividido entre candidatura própria e apoio ao projeto de reeleição do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).
Principal expoente do partido no Estado, o próprio André Puccinelli tem dúvidas sobre sua participação na campanha do ano que vem diante do clima tenso envolto às investigações das operações Lama Asfáltica e Java Jato que investigam acusações sobre suposto desvio milionário de recursos públicos.

André não deve ter o apoio do presidente da Assembléia Mochi (Foto: Divulgação )
Na dúvida, o líder político resolveu repatriar o prefeito de Costa Rica, Waldeli dos Santos Rosa (PR), bem avaliado nas pesquisas de intenções de voto para o governo, para lançá-lo candidato ao Parque dos Poderes como plano B na eventualidade de seu projeto não prosperar.
Indefinido e desgastado, o PMDB tem nomes de peso para o confronto do ano que vem, como os senadores Waldemir Moka e Simone Tebet. No entanto, nenhum deles quer correr o risco sabendo das limitações e deficiências do grupo político num cenário conturbado que envolve ainda os escândalos do governo do presidente Michel Temer (PMDB-SP).
Para analistas, com a popularidade do presidente da República em declínio só atrapalha os planos do partido em nível nacional e nas bases, como é o caso de Mato Grosso do Sul, onde o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) se destaca negativamente como um dos integrantes da tropa de choque do Palácio do Planalto.
Além do mais, o partido não deve ter o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi, compromissado com o projeto de reeleição de Reinaldo Azambuja.
Amigo do governador desde quando foram prefeitos num mesmo mandato (Maracaju e Coxim) e dirigentes da Assomasul, Mochi até tem defendido publicamente a ideia de candidatura própria, mas os próprios correligionários sabem de suas convicções políticas e de sua lealdade.
Apesar de seu posicionamento público, Mochi articula nos bastidores para levar o PMDB para o palanque do candidato tucano. Com Conjuntura

