
Homenagem ao senhor Agrepino Soares no Moinho. Foto: Assessoria Moinho
Graças principalmente a Agripino, o instrumento confeccionado artesanalmente está registrado desde 2005 como patrimônio imaterial no Livro de Saberes do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
Na quinta, 8 de junho, ao completar 99 anos, Agripino Soares de Magalhães, nascido no ano de 1918, ganhou uma festa completa na sede do Moinho Cultural, no Porto Geral, ao lado de crianças que cantaram e dançaram o cururu e o siriri e viram-no tocar a viola de cocho antes de saborearem um bolo de chocolate.
Ele ganhou homenagem do grupo de dança do Moinho e da Fundação de Cultura de Ladário, e recebeu abraços especiais da neta Silvia Magalhães, pedagoga que participa do apoio escolar no Moinho, e da bisneta Luiza, entre outros admiradores.
“Uma festa digna a quem dedica sua vida à arte e compartilha seus saberes com a nova geração”, ressaltou a diretora executiva do Moinho, Márcia Rolon.
Pantaneiro de Várzea Grande, Mato Grosso, Agripino vive no bairro Cervejaria ao lado da esposa Maria Madalena Magalhães, de 88 anos. Neste mes ele comemorou com ela 70 anos de um casamento que lhe deu 12 filhos e mais de 30 netos e bisnetos.
“Comecei a tocar viola de cocho quando tinha dez anos e fiz mais de 300 violas”, contou Agripino, que entrou e saiu do Moinho da mesma forma: caminhando serenamente, com seu chapéu de palha, o lenço vermelho sobre o pescoço e a viola sobre o ombro. Com uma história de vida que ajuda a marcar a identidade da cultura pantaneira.
O Moinho mantém 280 participantes em aulas de música, dança, apoio escolar, educação ambiental, cidadania e tecnologia no contraturno escolar, e conta com patrocínio master da Vale, patrocínio da Cielo e BrazilFundation, parceria da J. Macedo, e tem como parceiros institucionais as Prefeituras de Corumbá, de Ladário e de Puerto Suarez, Bolívia. Com informações da assessoria

