Marta Freire
A empresa Kaezo corretora de seguros, com representação comercial na sede da concessionária da marca Fiat em Campo Grande,foi denúnciada na tarde de ontem na sede do Procom em Campo Grande,por infringir o que estabelece o código de defesa do consumidor em vigor desde 1990.
A denúncia foi formalizada pelo jornalista, Aureo Ali Almeida Audi que, depois de ter seu veículo, Siena Fire arrombado em frente a sua residência no bairro onde reside, em Campo Grande solicitou os serviços de sua seguradora, a Mapfre.
Supreendentemente, quando solicitou o carro reserva a que tem direito todo segurado, foi informado que seu nome constava no sistema mas que o pagamento do seguro não tinha sido efetuado,o que foi prontamente negado pelo proprietário do veículo que tinha em mãos o comprovante do pagamento do seguro.
Constrangido pela situação o jornalista foi em busca de explicações junto a Kaezo corretora de seguros. Lá foi informado que na verdade, o cliente havia optado pela seguradora Mpfre, mas que foi incluído na seguradora Liberty, não se sabe porque motivo, e sem ser comunicado.
A partir dai teve início o jogo de empurra-empurra. A chefe do setor de seguros da Kaezo, Kélcia informou ao jornalista que não tinha como resolver o problema,porque tinha muito trabalho acumulado e que esse “equivoco” não era de sua responsabilidade. O jornalista solicitou então, para que indicasse um funcionário que pudesse resolver, foi indicado o gerente de vendas da Kaezo, Danilo Morinai que,segundo informações dé sua subordinada, Kélcia estava em treinamento e, também não poderia atender.
O gerente de vendas da concessionária Fiat, Sr. Célio que não é do setor de seguros, constrangido com a situação, tentou solucionar o problema telefonando diversas vezes para os responsáveis. O que foi em vão. Por fim, o gerente de vendas da Fiat resolveu “minimizar” emprestando um dos carros de uso da empresa,inclusive adesivado para que o jornalista pudesse se locomover.
Recorrendo ao Procon
Depois de “peregrinar” em vários setores da concessionária Fiat, Aureo Audi resolveu recorrer a um dos sócios – proprietários da empresa, Sr. Carlos Cézar que não pode atende-lo,segundo informações da secretaria porque se encontrava em reunião com a diretoria da Toyota.
Mais de 48 horas depois, o jornalista foi ao Procon e relatou o fato ao Superintendênte do órgão, Lamartini Ribeiro, que na ocasião presenciou o veículo adesivado na porta do órgão e solicitou que o advogado Sérgio Almeida, funcionário do Procon entrasse em contato com a empresa.
Das infrações
Segundo o que estabelece o Código de Defesa do Consumidor a corretora de seguro Kaezo, cometeu uma série de infrações, dentre elas o que determina o artigo 6° do CDC que garante ao consumidor a liberdade na escolha de produtos e serviços; a liberação do carro reserva que deve ser compatível com o veículo segurado, o que não ocorreu, o pagamento do seguro que foi efetuado para a Mapfri, foi efetuado para a Liberty sem a autorização do consumidor.
O sinistro ocorreu no dia 2 de novembro, por volta da uma hora da manhã, conforme consta no boletim de ocorrência. Até o momento a seguradora ainda não disponibilizou o carro reserva ao jornalista.
“Estou simplesmente indignado. Fiz todos os trâmites para que a sitaução não chegasse a extremos. A empresa,ou seus responsáveis ingnoraram a gravidade da situação, me menosprezaram,me expuseram a uma situação vexatória, fui destratado diversas vezes por funcionários dessa empresa. Sou uma pessoa calma,tranquila, quem me conhece sabe disso. Agora não é mais comigo. Eles que se entendam com o órgão de proteção ao consumidor”, informou o jornalista.
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