Dirigente do PT e ex-ministro-chefe da Casa Civil, o deputado cassado José Dirceu afirmou, neste domingo (31), que não participará do governo de Dilma Rousseff (PT), eleita a primeira mulher presidente do Brasil. Ele disse que ainda deve explicações à Justiça por conta das denúncias de que teria comandado um esquema de corrupção para a compra de apoio político no Congresso.
“Não posso dizer se participo ou não. Isso é tarefa da presidente eleita. Mas já disse que não devo, não posso e não quero [ter cargo no governo]”, afirmou. “Tenho que prestar contas à Justiça e espero que o meu processo no STF (Supremo Tribunal Federal) seja julgado ainda neste ano”, disse.
Dirceu evitou críticas ao candidato derrotado José Serra (PSDB), que o utilizou no horário eleitoral obrigatório para atacar Dilma. “O que passou, passou. Evidente que foi uma campanha de baixo nível e o STF se equivocou por não ter barrado as propagandas. Mas temos de olhar para o futuro”, afirmou.
Indagado sobre seu papel na campanha de Dilma, Dirceu afirmou que viajou todos os Estados do Brasil para dar apoio à petista desde fevereiro do ano passado. “Dediquei esses dois anos à campanha dela e acho que fiz o que devia”, disse o dirigente.
O petista também foi questionado sobre se já imaginou estar no lugar de Dilma, que também foi ministra-chefe da Casa Civil e trabalhou como braço direito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Isso nunca me passou pela cabeça”, disse.
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