Indígenas da etnia terena, do município de Miranda, a 210 km de Campo Grande, iniciaram um protesto por volta das sete horas da manhã.
Segundo informações de uma das lideranças, Gerson Rodrigues cerca de 200 indígenas, de todas as aldeias de Miranda participam do protesto. Dentre eles, professores, enfermeiros, técnicos de enfermagem, estudantes fecharam a BR-262 em protesto a aprovação da PEC, retrocesso das políticas públicas de saúde indígena e contra a municipalização da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).
Segundo, Joel da Silva cacique da aldeia Babaçu o protesto não tem horário previsto para terminar. “Apenas ambulâncias estão sendo liberadas. Estamos demonstrando nossa insatisfação com a aprovação dessa medida antidemocrática, que prejudica não apenas a população indígena, mas toda sociedade brasileira. Temos que mostrar nossa insatisfação”, informou.

A rodovia está fechada no trecho entre os municípios de Anastácio e Miranda
A BR-262 está fechada no trecho entre os municípios de Anastácio e Miranda, próximo ao posto Arara Azul.
PEC 241
A redação final da proposta da emenda à constituição (Pec) 241 foi aprovada pela Câmara Federal nessa quarta-feira (25). A Pec institui um teto de gastos público por 20 anos. Para as áreas de saúde e educação, ficou estabelecido critérios específicos; as duas áreas terão que seguir um patamar mínimo, que serão os valores previstos para o ano de 2017.
Para a educação, são 18% da receita de impostos; saúde, 15% da Receita Corrente Liquida (RCL). A partir do ano que vem, o mínimo em ambas as áreas passará a ser utilizado pela inflação e não estará mais vinculado à receita.
Agora a proposta segue para apreciação, também em dois turnos, no Senado Federal.
Deputados de oposição, categorias de classe lamentam a aprovação da PEC 241, argumentando que não haverá preservação dos investimentos em saúde e educação.

