Um mês depois de ser depredada por presos, a delegacia de Polícia Civil de Miranda, a 194 km de Campo Grande, continua em condições insustentáveis e perigosas para os agentes, segundo o Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul).
Em “comemoração” a espera, o sindicato realiza na tarde desta sexta-feira (9) uma mobilização ao descaso com direito a bolo, cartazes e faixas. O presidente do sindicato, Giancarlo Miranda, explica que desde o ataque, a estrutura da delegacia está insalubre para o trabalho dos agentes. O Sinpol enviou pedidos para o Governo do Estado e ao Poder Judiciário para que o local fosse interditado e os presos removidos para uma reforma, porém, não houve manifestação.

Delegacia de Miranda está sem presos até que os reparos sejam feitos. Foto: Divulgação
“Constantemente enviamos pedidos, mas não obtivemos retorno e nem previsão. O efetivo na delegacia está normal, mas em condições ruins da delegacia, nenhuma atitude foi tomada pelo poder público. A delegacia não tem condições de atender ao público, pois está com toda sua estrutura deficitária e tampouco de custodiar presos. As celas estão todas danificadas, as grades são frágeis e até os cadeados os policiais civis tiveram que comprar”, relata.
Giancarlo ainda afirma que a situação foi informada a todas as autoridades competentes e solicitou a interdição do prédio. Foram oficiados: Delegacia-Geral de Polícia Civil, Sejusp, COVEP (Coordenadoria das Varas de Execução Penal de MS), Ministério Público, OAB-MS. Além disso, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) teria elaborado um planejamento de retirada dos presos até dezembro de 2018, porém o Sinpol não teve acesso as informações.
O protesto está marcado para às 14h na delegacia do município. A reportagem entrou em contato com a assessoria da Agepen, porém, não obteve resposta até o fechamento desta matéria.
Fuga
Na madrugada do dia 9 de agosto cerca de 11 presos fugiram e quebraram cadeados, armários e portas da delegacia. Apenas um policial estava de plantão na unidade quando os presos arrombaram as celas para fugir. O agente acionou ajuda da Polícia Militar e constatou a fuga. Oito fugitivos já foram recapturados.
