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Palestra apresenta as principais pragas e doenças nas florestas do MS

por Redacao
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Com um formato diferente dos anos anteriores, a 39ª Expotrês buscou qualificar ainda mais as pessoas que queiram saber sobre pecuária, agricultura, novas tecnologias, entre outras áreas.  Marco Garcia, presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas, fez a abertura do evento. Segundo Garcia, “esse é um momento de buscar qualificação. Tudo foi pensado para contemplar várias áreas”, reforça.

Floresta é um investimento e esse produtor tem que ter um retorno

Floresta é um investimento e esse produtor tem que ter um retorno

Na ocasião, Atílio D’ Agosto, presidente da Associação Comercial e Industrial de Três Lagoas; Josi Queiroz Blini Signori, gerente do Sebrae de Três Lagoas; o consultor técnico do Sistema Famasul, Clóvis Tolentino e também Paulo Cardoso, diretor do site Mais Floresta, falaram desse momento para o desenvolvimento do campo e da cidade.

Palestra

Ontem, 21 de junho, a primeira palestra foi com Alexandre Coutinho Vianna Lima. Com o tema “Principais pragas e doenças em Eucalipto no Estado do Mato Grosso do Sul”, o palestrante apresentou aos presentes, informações atuais do Estado e também possíveis soluções.

“Uma floresta é um investimento e esse produtor tem que ter um retorno. Tanto em São Paulo, quanto Mato Grosso do Sul, o preço da madeira está complicado devido à demanda. O consumo está aumentando e a tecnologia tem que seguir essa evolução. É um mercado ainda promissor”, reforça.

Durante a palestra, Alexandre explicou sobre algumas das pragas presentes nas florestas de Mato Grosso do Sul e também ações preventivas que devem ser tomadas. “O produtor busca bom desenvolvimento aéreo e radicular, gerando qualidade fitossanitária. Se você adquirir uma muda excelente e sem pragas, irá ter sucesso na floresta, porém, ainda compramos de outros Estados e também do nosso, todavia, corre-se o risco de ter alguma praga”.

Medidas

Algumas medidas preventivas abordadas servirão de auxílio na hora de escolher uma boa muda. “Temos que conhecer o fornecedor, o viveiro, a origem da muda, ver a garantia e também a certificação. A escolha da muda aumenta o sucesso de uma floresta. Caso tenha alguma que venha com uma praga, o interessante é saber qual é a espécie dominante, a espécie chave. O processo funciona com planejamento, identificação da espécie – praga, monitoramento, amostragem, tomada de decisão e monitoramento de amostragem”, acrescenta Alexandre.

Mato Grosso do Sul

Sobre as principais insetos e pragas presentes nas florestas de Mato Grosso do Sul, Alexandre diz que “temos métodos de controle e precisamos identificar o problema o mais rápido possível. Aqui é alto o índice das seguintes doenças: Mancha de Cylindrocladium e Mucha Vascular. Os principais insetos e pragas presentes são: Glena  bipennaria, Thyrinteina arnobia, Costalimaita ferrugínea, Glycaspis brimblecombei e Thaumastocoris peregrinus . Já sobre os cupins, a espécie predominante é a Syntermes spp e também a Cornitermes bequaerti”, finaliza.

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