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Fazendeiro de Bonito é multado em R$ 13 milhões

por Redacao
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Durante dias os policiais, com auxílio de órgãos ambientais do Estado bem como a presença de especialistas, realizaram levantamentos de degradações de áreas de várzeas que compõem as nascentes do rio da Prata em diversas propriedades rurais do município.

Construção irregular de drenos e também desmatamento de 684 hectares da vegetação de várzea

Construção irregular de drenos e também desmatamento de 684 hectares da vegetação de várzea

Na fazenda São Francisco os policiais mediram em GPS, 26 km lineares de drenos, perfazendo uma área de 993 hectares, drenos estes, que foram construídos para secagem do solo das várzeas para o plantio agrícola.
Além dos drenos, foram desmatados 684 hectares da vegetação de várzea (constituída por savana herbácea e arbustiva), sendo realizada gradeação para a limpeza e o plantio agrícola.
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Na mesma propriedade foram encontrada diversas degradações ambientais, inclusive, em áreas de olhos d’água e nascentes, que são protegidas por lei como áreas de preservação permanente (APP). “Vegetação arbórea também foi removida em áreas de nascentes. A retirada da vegetação e as valetas afetaram propriedades vizinhas, causando processos erosivos e a sedimentação carreada pelos drenos, afetou o rio da Prata, que recebeu a água sedimentada escoada do local. O rio que possui suas águas naturais límpidas estava com alta turbidez nos dias das vistorias”, revelou a assessoria de imprensa da PMA.
Todas as ações realizadas dentro da fazenda foram feitas sem autorização ambiental. As mesmas foram interditadas.
O proprietário da fazenda, de 57 anos, residente em São Paulo (SP), foi autuado administrativamente e multado em R$ 13 milhões e também responderá por crimes ambientais, podendo pegar pena de prisão de um a três anos por crime ambiental de destruir área de preservação permanente e mais um a seis meses por construir atividade poluidora sem autorização do órgão ambiental.
O autuado foi notificado a apresentar plano de recuperação da área degradada (PRADE), junto ao órgão ambiental. Os autos também serão encaminhados ao Ministério Público para possível abertura de ação civil pública de reparação dos danos ambientais. Com informações PMA

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