A abertura da janela eleitoral para que os políticos com mandatos eletivos pudessem trocar de legenda sem o risco de perderem os mandatos transformou as relações de poder em Mato Grosso do Sul. As principais mudanças de parlamentares foram para compor a base do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e resultaram no consequente enfraquecimento do PMDB no Estado.
Quando o PSDB assumiu o Governo, no início de 2015, o PMDB possuía a maioria na Assembleia legislativa com seis parlamentares e negociaram a presidência, dando a vice-presidência ao PSDB, que era a segunda maior bancada ao lado do PT, ambos com quatro parlamentares. Tais mudanças de forças ajudam na governabilidade de Reinaldo Azambuja e garantem a presidência do legislativo estadual para 2017.
Com a ida ao PSDB dos deputados Maurício Picarelli, Mara Caseiro e Beto Pereira, a sigla se torna a maior bancada na Assembleia Legislativa com sete integrantes, aumentando a base de apoio ao Governo do Estado. Com a saída de Marquinhos Trad, o PMDB enfraqueceu mais ainda, com leve recuperação ao filiar Marcio Fernandes, que era do PT do B. T
Aliás, o partido que mais perdeu espaço com a abertura da janela eleitoral foi o PT do B, que antes possuía dois deputados e quatro vereadores na Capital. A sigla perdeu a bancada estadual e ficou com dois vereadores em Campo Grande. A consequência da debandada é a falta de força para poder articular apoio junto ao Governo do Estado, conseguir apoio nas eleições municipais ou mesmo lançar candidatura própria.
O PSDB também se fortalece dentro da Câmara de Campo Grande, conquistando vereadores enquanto o PMDB perdia parlamentares. Isso influência as eleições municipais de 2016, dando força a um candidato tucano a prefeito, com o apoio da máquina do governo estadual.
Como o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), também presidente estadual do PP, não conseguiu fortalecer a sigla e conta apenas com um vereador, ele tem a necessidade de apoio para o lançamento de integrantes da administração municipal para ocupar mais cadeiras na Câmara Municipal. O objetivo é fortalecer a disputa de reeleição de Bernal.
O PMDB entra na corrida eleitoral sem o apoio das duas maiores máquinas administrativas e tem o desafio de manter a base de vereadores, além de retomar a prefeitura da Capital e das 10 maiores cidades do Estado. Com informações topmidia


