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Em Miranda terrenos, casas e até clube servem de criadouros para proliferação de doenças

por Redacao
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Teve início esta semana um mutirão de limpeza em Miranda. Prefeitura e Exército se mobilizaram no sentido de realizar a limpeza e retirada de entulhos de residências, terrenos, áreas públicas. Segundo informações da prefeitura todos os bairros estão recebendo a visita dos homens do exército e agentes de saúde do município.A comunidade  foi informada da realização dos trabalhos através de rádio, jornais e sites de notícias.

Terreno numa das principais ruas da área central da cidade

Terreno numa das principais ruas da área central da cidade de Miranda

No entanto, a falta de conscientização de alguns moradores coloca em risco o sucesso dessa ação. Em uma das principais ruas da área central da cidade, constatamos a presença de lixo, caramujos se proliferando em pés de bananeira, fezes, cheiro de urina, latas, vidros esparramados por todo terreno.

Cenário que persiste em outros locais da cidade,tanto no centro quanto em bairros da periferia. Muitas residências com placa de aluga-se ou vende-se , também se encontram em total abandono.

Prédio onde, por vários anos funcionou o clube social da cidade

Prédio onde  por vários anos funcionou o clube social

Outro local que tem causado perplexidade aos mirandenses é o prédio onde, por vários anos funcionou o clube social da cidade. Hoje, o que verificamos por detrás dos portões lacrados e muros altos, é o retrato do abandono. Piscina com água putrefada, raízes de árvores crescendo por entre as paredes, lixo e sujeira.

Há dois meses a prefeitura de Miranda, através da Secretaria de Saúde, especificamente o setor de vigilância sanitária e vetores, em parceria com o Ministério Público está notificando e, posteriormente autuando proprietários de terrenos e residências, bem como responsáveis por prédios abandonados.

“Acontece que esse é um processo burocrático, lento. Entendo que todos precisam fazer sua parte. Autuar, notificar, enquanto isso o mosquitojá nos picou. Essa é a questão. O povo também tem que deixar de ser porco, sujo e irresponsável”, disse irritada uma  moradora do bairro Maria do Rosário. Ela não quis se identificar, segundo ela, para não ter problemas com a vizinhança.

Com relação ao prédio do antigo clube social, a reportagem tentou entrar em contato com o responsável, vereador Ivan Bossay via celular e rede social.Sem sucesso.

Resíduos Sólidos às margens das vazantes do rio Miranda: ameaça a comunidade e ao meio ambient.

Empresária pioneira no setor turístico em Miranda, Fátima Cordela manifestou preocupação com relação a falta de local  adequado para o destino dos “resíduos sólidos” da cidade.

Segundo ela, seria de extrema importância e urgência que o Governo do Estado com o apoio do Ministério Público interfiram, no sentido de alocar uma área para que esse material saia das margens das vazantes do rio Miranda, localizados bem próximos ao centro da cidade.

Os bairros Maria do Rosario, Ponte do Vilas Boas na Rua Tiradentes com o córrego Vilas Boas e outros, estão apodrecidos. Nesta cheia a coisa é caso de calamidade pública. Tem outras baias temporárias já cheias, onde todas as áreas já estão alagadas, e se encontram os depósitos dos lixões dos resíduos sólidos.

No cemitério da cidade com 3 palmos de cova aberta, já nada o caixão n'água

No cemitério da cidade com 3 palmos de cova aberta, já nada o caixão n’água

Águas putrefadas, esgotos, a céu aberto, forças para todo lado esborrando, mosquito se proliferando em abundância, crianças, idosos, gestantes, todos aguardando as águas baixarem sem nenhum socorro sanitário. “Nesta região nem o cemitério escapou. Com 3 palmos de cova aberta, já nada o caixão n’água. A qualquer momento vem Zika, Chicungunya e Dengue vai dissiminar os mirandenses. Esta atividade de catadores de resíduos sólidos são importantes na cidade, sem eles estaríamos encobertos de lixos plásticos, vidros, etc.

Não há em Miranda organização legal para disciplinar os locais de depósitos destes materiais reciclados até que sejam vendidos e retirados para o destino final. É um negocio necessário em toda a cidade mais aqui em Miranda estão dentro de áreas de alagamentos dos afluentes do Rio Miranda. famílias expostas aos esgotos, águas contaminadas. Estamos vivenciando uma calamidade pública.

Aumentaram os bairros e esqueceram do saneamento básico. Esqueceram que nas cheias anuais ocorrem em áreas que margeiam os córregos e baias que se juntam ao Rio Miranda. Só o Exercito do Brasil conseguiria com caminhões realizar uma limpeza imediata retirando para local distante da cidade em área alta. Alugar uma área e colocar os depósitos espalhados pelas calçadas, ruas e terrenos baldios é de extrema urgência. Miranda está necessitando de mais um cemitério, a Estação de tratamento d´agua para a população está superada, em plena avenida onde está edificada o malcheiro de fezes se espalha, e os vizinhos vivem doentes.

O lixão está condenado a mais de 5 anos, mais não há recurso para retirar do local que próximo as aldeias indígenas e que os adultos e crianças catam lixo nesta área também”, denuncia a empresária Fátima Cordela.

A Lei que trata da questão dos resíduos sólidos, número 12.305 de 2010, apesar de ter entrado em vigor há mais de seis anos, ainda não alcançou  seu objetivo, uma vez que poucos municípios se adequaram ao modelo de preservação ambiental determinado pela lei.

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