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Ginecologista afirma que melhor prevenção da microcefalia é não engravidar

por Redacao
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Em entrevista publicada na Folha de S. Paulo, o ginecologista e obstetra Thomaz Gollop, professor da USP e especialista em medicina fetal, alerta que a melhor forma de prevenir os casos de microcefalia associados ao vírus zika é evitar que as mulheres engravidem neste momento.

“A melhor forma de prevenir a microcefalia é não ter feto na barriga”, afirma. “É radical? Pode ser. Mas pode evitar um desastre maior”. Ao ser questionado se isso não criaria um pânico na população, o médico responde: “Pânico é dizer que tem alguém do Estado Islâmico na portaria do seu prédio”, diz ele.

Leia abaixo trechos da entrevista e o conteúdo completo pode ser acessado aqui.

Folha ­ O que o sr. recomenda para as mulheres que estão pensando em engravidar?
Thomaz Gollop ­ Que não engravidem. A infecção por zika pode afetar o feto em qualquer período da gravidez [a hipótese é que o maior perigo seja no primeiro trimestre de gestação, mas não há estudos que garantam segurança no restante da gravidez. Estamos entrando no verão, não temos controle adequado do mosquito Aedes aegypti. É melhor esperar até que tenhamos uma dimensão real dessa epidemia.

Mas todas as mulheres do país, inclusive as paulistas?
Todas elas. É radical? Pode ser. Mas pode evitar um desastre maior. Se eu tivesse uma filha, seria o conselho que daria. Não é o momento para engravidar, independentemente do lugar onde mora no país. Há risco em potencial em toda a gravidez.

Não temos vacina para prevenir, não existe tratamento para essas crianças, só terapias de suporte. Depois, não adianta ficar fazendo um monte de ultrassom. Isso não muda nada. As sequelas nas crianças são para a vida toda.

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