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Sem Zico e com Platini em risco. Saiba quem concorre à presidência da Fifa

por Redacao
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A Fifa conheceu seus candidatos à presidência. A eleição para sucessão de Joseph Blatter está marcada para dia 26 de fevereiro, em Zurique. Oito dirigentes formalizaram registros ao pleito. Michel Platini é um deles. Embora registrado, o francês não sabe se poderá concorrer, pois está suspenso de qualquer atividade no futebol até janeiro. O comitê de ética da Fifa informará em 80 dias se Platini estará apto para a eleição.

Zico não conseguiu o apoio de pelo menos cinco federações filiadas à Fifa

Zico não conseguiu o apoio de pelo menos cinco federações filiadas à Fifa

O ex-jogador Zico ficou fora da lista. Para firmar candidatura, era preciso o apoio de pelo menos cinco federações filiadas à Fifa. Zico não conseguiu.

Ao todo, 209 federações associadas à Fifa têm direito a voto, que é secreto. A África tem o maior colegiado na entidade, formada por 54 federações. A Europa é representada por 53 federações. A bancada da Ásia na Fifa é formada por 46 associações. A Concacaf tem 35 votos. A Conmebol tem direito a 10 votos, um voto a menos que a Oceania.

Os candidatos à sucessão de Joseph Blatter

Gianni Infantino

Se tornou um dos favoritos após apoio irrestrito da Uefa. O suíço é secretário-geral da Uefa e ganhou força após o escândalo envolvendo Michel Platini, presidente afastado da Uefa. Infantini entrou na Uefa em 2000 e desde agosto de 2009 é o secretário-geral.

Michel Platini

Embora candidato, o francês não sabe se poderá concorrer ao pleito em fevereiro. Platini oficializou candidatura um dia antes de ser suspenso por 90 dias. A Fifa entende que o presidente da Uefa não pode participar, mas o comitê eleitoral da entidade diz o contrário. Platini perdeu o apoio da Uefa, que declarou intenção de voto ao suíço Gianni Infantino.

Ali Bin Al-Hussein

Príncipe jordaniano teve o apoio da Uefa quando disputou eleição em maio de 2015, sendo superado por Joseph Blatter. Al-Hussein tem 39 anos, é presidente da Federação da Jordânia, e chega para o pleito do dia 26 de fevereiro sem a mesma força de Gianni Infantino, o preferido da Uefa.

Jerome Champagne

Candidato francês atuou como secretário-geral da Fifa até 2010, tendo ligação com Joseph Blatter. O longo período ao lado de Blatter fez Champagne se aproximar de cartolas da Ásia e África. ‘O momento é grave, precisamos de uma Fifa forte. A Fifa tem 111 anos, fez muitas coisas boas, mas agora chegou o momento de fazer reformas’, discursa Champagne.

David Nakhid

Ex-jogador de futebol, Nahid tem 51 anos e representa a Federação de Trinidad e Tobago. Jogou em clubes da Suécia, Grécia e na Arábia. Sempre se mostrou contrário ao domínio de Jack Warner à frente da Concacaf. Warner comandou a Concacaf por décadas e hoje é investigado por vendas de votos para Copa de 2010.

Salman Bin Ibrahim Al Khalifa

Xeque do Bahrein tem 50 anos e está à frente da presidente da Confederação Asiática de Futebol desde 2013. Al Khalifa é um dos 8 vices-presidente da Fifa. Seu nome foi escolhido por unanimidade na confederação da Ásia.

Tokyo Sexwale

Mosima Gabriel ‘Tokyo’ Sexwale é um milionário sul-africano com forte influência política em seu país. Tem a seu favor o fato de a África ser maioria na bancada da Fifa. Das 209 federações que compõem a Fifa, 54 são africanas. Tokyo participou da organização da Copa de 2010, cuja campanha é marcada por indícios de compras de votos de confederações menores, entre elas a Concacaf. Tokyo nega envolvimento em propinas.

Musa Bility

É o presidente da Federação Liberiana de Futebol. Bility terá caminho árduo pela frente, pois seu nome tem rejeição de seu principal colegiado: a CAF (Confederação Africana de Futebol). O sul-africano Tokyo Sexwale tem a preferência dos líderes da CAF. Bility ficou suspenso da CAF por seis meses em 2013.
uol

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